Morre afogado após salvar a filha do mar

Homem ainda conseguiu empurrar menor, de 13 anos, para as rochas e depois foi arrastado.

02 de junho de 2017 às 01:30
Equipas de socorro recuperaram os sinais vitais da vítima no areal da praia do Banho, ao longo de mais de duas horas de manobras de reanimação. A vítima acabou por não resistir aos ferimentos e o óbito acabou por ser confirmado no hospital de Santiago do Cacém Foto: CMTV
Equipas de socorro recuperaram os sinais vitais da vítima no areal da praia do Banho, ao longo de mais de duas horas de manobras de reanimação. A vítima acabou por não resistir aos ferimentos e o óbito acabou por ser confirmado no hospital de Santiago do Cacém Foto: CMTV
Equipas de socorro recuperaram os sinais vitais da vítima no areal da praia do Banho, ao longo de mais de duas horas de manobras de reanimação. A vítima acabou por não resistir aos ferimentos e o óbito acabou por ser confirmado no hospital de Santiago do Cacém Foto: CMTV
Equipas de socorro recuperaram os sinais vitais da vítima no areal da praia do Banho, ao longo de mais de duas horas de manobras de reanimação. A vítima acabou por não resistir aos ferimentos e o óbito acabou por ser confirmado no hospital de Santiago do Cacém Foto: CMTV

1/4

Partilhar

Na praia do Banho, em Porto Covo, Sines, estavam poucas pessoas, apesar do dia de calor. Fábio Fernandes, de 39 anos, e a filha, de 13, estavam na água pelas 14h00 de ontem, quando foram arrastados pela corrente. Por instinto, o pai ainda conseguiu empurrar a menor para as rochas onde ficou segura. O homem acabou por ser levado pelo mar.

Depois de ser resgatado, não resistiu às paragens cardiorrespiratórias, apesar dos esforços das equipas médicas e de socorro.

Pub

Os nadadadores-salvadores do programa Seawatch, os Bombeiros e a Polícia Marítima chegaram à praia em poucos minutos, após o alerta dos banhistas, e retiraram o homem da água, já sem sentidos. Seguiram-se duas horas intensas de manobras de reanimação no areal. A vítima, de nacionalidade brasileira e residente em Alpiarça, acabou por ser transportada em estado crítico para o Hospital de Santiago do Cacém, onde acabaria por ser confirmado o óbito.

Pub

"É uma praia traiçoeira. Há correntes e agueiros e quem não conhece pode ficar em perigo. Já houve aqui várias situações", disse ao CM um popular, que testemunhou o afogamento.

A menina sofreu escoriações e recebeu tratamento no local, tal como a mãe da menor, por ter ficado em choque.

Ambas estão também a receber apoio psicológico. "É preciso redobrar atenções e ter muito cuidado nas praias, sobretudo quando não estão vigiadas. Não arriscar e ter atenção sobretudo às crianças", referiu Sá Coutinho, comandante do Porto de Sines, que coordenou a operação.

Pub

PORMENORES

Seawatch

O programa do Instituto de Socorros a Náufragos Seawatch patrulha praias sem vigilância. As viaturas de resgate são tripuladas por militares da Marinha (Fuzileiros) com curso de nadador-salvador.

Pub

Seis mortes

No passado mês de maio morreram seis pessoas nas praias portuguesas: uma na Costa da Caparica, duas na Nazaré, uma na Póvoa de Varzim (todas dia 1), um na Foz do Lizandro (3) e um em S. Torpes (21).

Época Balnear

Pub

A época balnear abriu ontem nos principais destinos turísticos portugueses. No caso do concelho de Sines esse mesmo período só tem início a 15 de junho. Até lá, as praias continuam sem vigilância.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar