MORTE EM CONTRAMÃO

Um homem de 59 anos, que conduzia uma viatura ligeira em contramão na Auto-estrada 2 (A2), morreu carbonizado na noite de quarta-feira, pelas 22h40, depois de ter embatido violentamente numa carrinha dos Correios que circulava no sentido Sul/Norte, entre os nós de Castro Verde/Ourique e Aljustrel.

30 de maio de 2003 às 00:00
MORTE EM CONTRAMÃO Foto: Alexandre Silva
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O condutor da viatura abalroada, uma Mercedes Sprinter, sofreu ferimentos graves, tendo sido transportado para o Hospital de Beja. Devido à gravidade da sua situação clínica, ontem, pelas 08h00, foi transferido para o Hospital de S. José, em Lisboa, apresentando cortes profundos no antebraço e no queixo, e um traumatismo craniano.

Quanto às razões do acidente, tanto a Brigada de Trânsito como a Brisa ainda estão a investigar as circunstâncias em que ocorreu.

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Fonte da Brisa esclareceu apenas ao Correio da Manhã que o condutor que circulava em contramão "não entrou pelo nó de Aljustrel", escusando-se a referir o local onde a vítima mortal terá feito a inversão de marcha. Sabe-se apenas que este homem terá percorrido numa Renault Express, que ficou totalmente destruída com o incêndio, mais de 20 quilómetros no sentido contrário e que se cruzou com algumas viaturas a partir da área de serviço de Aljustrel, tendo estes condutores desviado os veículos para a berma e avisado as autoridades. Por essa razão, suspeita-se que terá sido nestas bombas de gasolina que o condutor inverteu a direcção.

O funcionário dos Correios, que circulava no quilómetro 175 da A2 rumo a Lisboa para fazer uma entrega urgente, não conseguiu ver o automóvel em sentido contrário e ultrapassou um camião, colidindo com o ligeiro de mercadorias. Algumas testemunhas referiram às autoridades que o carro em contramão terá também batido no camião e que circulava de luzes apagadas. Esta situação não foi, no entanto, confirmada.

A vítima mortal, que residia no Algarve, bem como o ferido grave, também residente nesta região, em Portimão, tiveram de ser desencarcerados pelos bombeiros de Ourique e Castro Verde. A via esteve interrompida em ambos os sentidos durante quatro horas.

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António Guerreiro, funcionário da empresa que rebocou os dois veículos, referiu ao CM o que viu quando chegou ao local do acidente: "A carrinha dos Correios estava tombada junto aos rails de protecção e a Renault ainda deitava fumo. Parece que o indivíduo que faleceu ia em excesso de velocidade", sublinhou.

CÂMARAS VÃO VIGIAR CARROS

"O sistema de segurança em vigor nas auto-estradas tem vários níveis de segurança, que passam pelas barreiras físicas, pela sinalização e também pelos alertas dados pelo pessoal", explicou ontem ao CM fonte da Brisa, a empresa concessionária de auto-estradas.

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Até ao final do ano, a Brisa deverá ter operacionais 130 câmaras de vídeo que vão funcionar em circuito fechado de televisão. "O objectivo é melhorar a segurança e tornar mais rápida a capacidade de reacção", referiu a fonte. Até ao final de 2005, a empresa concessionária das auto-estradas espera ter 400 câmaras.

APANHADA NA A12

Uma mulher de 37 anos foi detida, há cerca de uma semana, na zona do Pinhal Novo, depois de conduzir vários quilómetros em contramão, alcoolizada e com o filho de um ano ao colo.

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TRAVADO EM AVEIRO

A viagem do homem de 51 anos chegou ao fim quando um outro automobilista o conseguiu deter. Por essa altura, no dia 7 de Maio, conduzia em contramão na A1 e foi entregue à Brigadade Trânsito em Estarreja.

CONDENADO A PRISÃO

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O Tribunal de Vila do Conde condenou à pena máxima, 25 anos de prisão, o condutor do jipe que, em Março de 2002, matou quatro pessoas ao circular em contramão no IC1. A sentença foi lida a 30 de Abril.

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