Mortes de três alunos da Universidade do Minho ficam sem culpados
Juiz voltou a absolver alunos da morte de três colegas.
"Não há prova de que tenham atuado com negligência. Não houve qualquer falta de cuidado criminalmente relevante por parte dos arguidos neste processo".
O juiz foi taxativo ao explicar os motivos pelos quais o Tribunal de Braga voltou, esta quarta-feira à tarde, a absolver os quatro estudantes da Universidade do Minho acusados da morte por negligência de três colegas caloiros, em abril de 2014, quando a estrutura a que subiram ruiu, esmagando as vítimas mortais e deixando outros colegas feridos.
"São absolvidos sem qualquer dúvida da parte do tribunal que só é aqui chamado a apreciar a responsabilidade criminal dos arguidos. Não cabe a mim tecer outros comentários sobre outros intervenientes", sublinhou o juiz sobre o facto de a Câmara de Braga e o condomínio do prédio não serem julgados.
O julgamento foi repetido por ordem do Tribunal da Relação de Guimarães, que pretendia que fossem realizadas mais perícias à estrutura que acolhia caixas de correio e que desabou.
Mas tal não foi possível e o tribunal só conseguiu voltar a ouvir os dois peritos que, na altura, analisaram os destroços do muro.
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