Mortes na estrada custam 1,5 mil milhões de euros em 2025
Sinistralidade rodoviária mantém-se nos mesmos níveis de 2016. Houve mais acidentes e mais feridos.
As estradas portuguesas continuaram a ser palco de uma verdadeira guerra civil em 2025. Houve mais acidentes e mais feridos e uma pequena redução no número de mortes em acidentes - embora este número tenha tendência a subir uma vez que apenas estão contabilizadas as vítimas que perderam a vida no local do acidente ou a caminho do hospital. Todos os óbitos declarados depois disso estão fora da contabilidade provisória da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
De acordo com os dados da própria ANSR, o "custo económico e social dos acidentes" é de 3,479 milhões de euros por cada morte na estrada. O valor indica que em 2025 o país teve um custo de 1,5 mil milhões de euros só com as 446 vidas perdidas em acidentes. O valor é calculado com base nos custos patrimoniais ("prejuízos causados nos bens dos lesados acidentados e de terceiros, incluindo danos emergentes ou lucros cessantes") e não patrimoniais ("estimativa do valor económico das vidas humanas encurtadas ou permanentemente afetadas pelos acidentes rodoviários, da dor física e do abalo psíquico e emocional", entre outros fatores).
Os números chocam ainda mais quase se compara com a última década e não se regista qualquer evolução positiva. Ao mesmo tempo, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, que tem como meta reduzir em 50% os mortos e feridos graves até 2030 está por aprovar. O Governo e a ANSR garantiram que será em 2026.
Mais acidentes, mais feridos e uma pequena redução no número de mortes em acidentes rodoviários em 2025
19 mortes no Ano Novo
Entre os dias 27 de dezembro e 2 de janeiro (Operação Ano Novo), a GNR registou 13 mortes e a PSP outras seis, num total de 2097 acidentes. Houve ainda 44 feridos graves e 544 feridos ligeiros, de acordo com o balanço das duas forças de segurança.
Álcool e velocidade
Só a GNR detetou 1260 condutores em excesso de velocidade e 806 com álcool (359 destes foram detidos com taxa-crime) no Ano Novo. A PSP deteve 140 com álcool e apanhou 349 condutores acima da velocidade limite.
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