MP pede prisão efetiva para cuidador que matou e enterrou idoso em Esposende

Salah Mammeri está em prisão preventiva. Em julgamento assumiu ter enterrado António Amaral Santos, mas negou responsabilidades na morte. Acusa a mulher, Sandra, que fugiu para Brasil.

15 de abril de 2026 às 11:55
Salah Mammeri está a ser julgado no Tribunal de Braga Foto: Direitos Reservados
Argelino está em prisão preventiva, acusado de matar e enterrar idoso em Esposende Foto: Manuel Encarnação/CMTV
António Amaral dos Santos, de 85 anos, foi morto em família de acolhimento Foto: Direitos Reservados

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O Ministério Público de Braga quer que o Tribunal condene a uma pena de prisão efetiva o argelino de 40 anos que está a ser julgado por matar e enterrar o corpo de um idoso de 85 anos, que estava acolhido na casa que partilhava com a mulher, em Apúlia, Esposende. Sandra e Salah Mammeri estão ambos acusados de homicídio e ocultação de cadáver de António Amaral dos Santos. Salah está em prisão preventiva, mas a mulher, Sandra, que fugiu para o Brasil após o crime, continua em liberdade.

Nas alegações finais do julgamento que está a decorrer no Tribunal de Braga, na terça-feira, a procuradora do Ministério Público defendeu que o argelino deve ser condenado pelos dois crimes, apesar de não ter assumido a autoria do homicídio. Em julgamento, Salah Mammeri atirou as culpas pela morte de António Amaral dos Santos à mulher, Sandra. Confessou, no entanto, ter ajudado a cuidadora a desfazer-se do corpo do idoso.

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A leitura do acórdão está marcada para o próximo dia 7 de maio.

O Ministério Público acusou o casal, que estava registado como família de acolhimento de idosos numa associação da Póvoa de Varzim, de ter assassinado o idoso de 85 anos, em casa, para este não se aperceber que se tinham apoderado dos seus cartões bancários, com os quais fizeram levantamentos e pagamentos num valor global de 1120 euros. O cadáver foi colocado numa caixa de plástico e depois foi transportado de carro até ao pinhal de Ofir, onde foi enterrado. O casal contou com a ajuda da filha de Sandra, de apenas 13 anos, na ocultação do cadáver.

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