Mulher analfabeta presa por burla ao Estado

Arguida, de 74 anos, cedeu a conta pessoal para depósito de mais de 36 mil euros desviados à Segurança Social.

21 de março de 2026 às 01:30
Instituto de Informática da Segurança Social foi vítima da burla imputada à mulher Foto: João Nuno Pepino
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Uma mulher de 74 anos, vendedora ambulante e analfabeta, ficou esta sexta-feira em prisão preventiva, por ordem de um juiz de instrução do tribunal de Cascais, por ter cedido a própria conta bancária, para depósito de mais de 36 mil euros burlados ao Estado.

A investigação que desvendou o crime, efetuada pela Polícia Judiciária (PJ), envolve ainda um filho da mulher, a companheira deste e ainda uma sobrinha. À semelhança da arguida, ficaram também em prisão preventiva. Estão indiciados, segundo o juiz Pedro Brito, por crimes de burla qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documento.

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Em causa estão factos ocorridos nas primeiras semanas de 2024. Outros dois arguidos do processo, ainda a monte, intrometeram-se num contrato de aquisição de software do Instituto de Informática da Segurança Social, à empresa Rumos. Ao verificarem que estava em pagamento uma das prestações desse contrato, no valor de 36.141,50 euros, os suspeitos criaram um endereço de email falso, fazendo-se passar pela firma vendedora do software. Uma funcionária do Instituto de Informática acreditou e fez a transferência do dinheiro. A verba foi parar a uma conta da arguida. A mulher disse à PJ ter sido abordada por um estranho, aceitando ceder dados pessoais para a realização de um crédito. No entanto, o inquérito considera haver indícios que a arguida sabia a proveniência do dinheiro e que o distribuiu pelos outros arguidos, ficando por isso indiciada por branqueamento. 

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