Mulher tirou navalha espetada no coração
Maria Silvério, de 52 anos, foi esfaqueada em pleno jardim público, em Viana do Alentejo.
Maria Silvério já estava a esvair-se em sangue na sequência das 30 facadas desferidas pelo marido, mas ainda teve forças para tirar a navalha espetada no coração antes de cair na calçada, em pleno jardim público de Alcáçovas, em Viana do Alentejo.
Populares e bombeiros ainda tentaram socorrer a mulher, de 52 anos, durante largos minutos, mas o óbito acabou por ser declarado no local, pelas 14h30 de sábado, pela equipa da VMER de Évora.
"Ela estava com a navalha na mão. Tinha bastantes cortes na zona do peito, nas costas e abdómen", referiu ao CM uma fonte das autoridades.
O agressor, Joaquim Ganso, de 54 anos, foi intercetado no jardim por populares que aguardavam um espetáculo de grupos corais. Foi depois detido pela GNR, sem resistência.
O homem, pastor e residente num monte onde viveu com a vítima durante mais de duas décadas, não tinha aceitado a separação. Maria Silvério queria o divórcio e, há dois meses, foi para Alcáçovas viver com a mãe e um filho. Nas últimas semanas, segundo familiares, terá sido ameaçada pelo marido, mas a GNR não tem qualquer registo de desentendimentos nem queixas de violência doméstica.
No sábado, Joaquim foi ao encontro da mulher que estava a beber café com a mãe e amigas na esplanada de um quiosque. Perguntou-lhe se queria voltar para casa. Maria Silvério respondeu que não. Joaquim Ganso puxou da navalha que trazia escondida numa manga e desferiu cerca de 30 golpes. A mulher ainda andou dois a três metros, mas não resistiu aos ferimentos. Foi nessa altura que os populares imobilizaram o homicida.
O crime deixou em choque a população de Alcáçovas. O casal era conhecido na vila alentejana e tido como "pacato"
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