Mulheres são quem mais morre de amor

Morrer por amor deixou de ser só tema de romances lamechas e tornou-se realidade. Afinal, há quem morra com o coração partido.

12 de fevereiro de 2005 às 00:00
Partilhar

O título da música já lá vai, agora são mesmo os especialistas a afirmar que o fim traumático de uma relação pode pôr o coração em risco. O mesmo acontece, por exemplo, com a morte de um ente querido.

O estudo, publicado na última edição do ‘New England Journal of Medicine’, diz que situações de tensão emocional podem libertar hormonas do stresse, responsáveis por espasmos cardíacos, mesmo em pessoas sem problemas do género. Sob a máscara de um ataque cardíaco tradicional, lesões graves ou até a morte podem ser as consequências.

Pub

Os especialistas não sabem com que frequência acontece, mas acreditam que a sua incidência pode ser muito superior ao esperado, sobretudo em mulheres mais velhas. Porquê, ainda não se sabe, mas suspeita-se que possa ter a ver com hormonas ou a forma como o cérebro está ligado ao coração.

“Trata-se de uma situação nova”, afirma o cardiologista Vítor Gil. “É a primeira vez que é descrita uma síndrome assim.” O médico explica que poderá ter a ver com a libertação maciça de um derivado da adrenalina e, se for assim, o tratamento através de fármacos específicos é uma possibilidade. “Vamos estar mais atentos. Falta é saber quais os critérios que distinguem quando é ou não um enfarte.”

PAIXÕES DEMASIADO FORTES

Pub

CHOQUE

O estudo agora publicado examinou 19 norte-americanos que deram entrada no hospital com sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco. Todos eles tinham sentido, apenas algumas horas antes, um choque emocional forte.

FICÇÃO

Pub

O coração partido tem sido uma constante no mundo da ficção. Desde a música, passando pela literatura e pelo cinema, muito se tem falado sobre a temática da morte por amor. Parece que, afinal, a realidade também pode imitar a ficção.

JAPÃO

A nova síndrome agora detectada não é novidade a oriente, uma vez que especialistas japoneses já tinham identificado um problema semelhante. No entanto, ela era, até agora, completamente desconhecida entre os ocidentais.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar