"Não pára de perguntar pelos que seguiam com ele no helicóptero": Amigo de piloto relata preocupação do sobrevivente
Albano acredita que "tudo o que aconteceu não foi certamente por incompetência do piloto".
"Está muito instável emocionalmente e não pára de perguntar pelas pessoas que seguiam com ele no helicóptero", conta um amigo de Luís Filipe Rebelo, o piloto da aeronave que na sexta-feira caiu no rio Douro com 5 militares a bordo.
Albano Cunha refere que o amigo não falou sobre o que terá acontecido, mas, em seu entender, "a hipótese de ser uma falha técnica é aquela que assume grande importância", já que não ficou demonstrado "até agora" que, em termos de saúde, "lhe tenha dado alguma coisa".
Sublinha, por outro lado, que Luís Filipe Rebelo tem mais de 15 anos de experiência, sendo um profissional "extremamente rigoroso e dedicado à sua profissão". Albano Cunha acredita, por isso, que "tudo o que aconteceu não foi certamente por incompetência do piloto".
Acrescenta que mesmo nos convívios com os amigos, sem estar a trabalhar, "vai mais cedo para casa para respeitar os seus horários de sono e de descanso".
Luís Filipe Rebelo, de 44 anos, conseguiu sair da aeronave pelos próprios meios e foi resgatado por uma embarcação de recreio, tendo sido retirado da água por várias pessoas que seguiam no barco. Foi assistido e transportado para o Hospital de Vila Real. Sofreu ferimentos e está, segundo o amigo, "fora de perigo".
Albano Cunha adianta, no entanto, que "emocionalmente está muito abalado", sobretudo preocupado com os militares que viajavam com ele. Esta preocupação não surpreende o amigo, que o considera, desde sempre, "uma pessoa altruísta". De resto, "trata a aviação com muito respeito e de uma forma muito profissional", revela o amigo.
Tragédia em Armamar
Já em agosto de 2017, Américo Sousa, piloto de um helicóptero de combate a incêndios com base no centro de meios aéreos de Armamar, morreu quando, durante o combate às chamas em Cabril, Castro Daire, embateu em linhas de alta tensão - incendiando-se ao embater no chão. Tinha quatro anos de experiência.
Comandante morre
Em setembro de 2019, Noel Ferreira, comandante dos Bombeiros de Cete, Paredes, morreu após o ‘héli’ que pilotava ter embatido em cabos de alta tensão.
Primeira
O piloto José Nunes Abreu, de 43 anos, morreu em novembro de 2007 na sua primeira missão de combate a incêndios numa ocorrência com o helicóptero ‘Ecureil B3’ na freguesia de Parada do Monte, no concelho de Melgaço.
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