Notáveis de Braga pedem reunião a Costa devido a insustentabilidade económica de hospital
Apoio a tratamentos específicos cancelado em 2016.
A parceria público-privada que gere o Hospital de Braga está numa situação de "insustentabilidade económica", revelou o Conselho para o Desenvolvimento Sustentado (CDS-HB) da unidade de saúde - liderado pelo ex-ministro Luís Braga da Cruz -, que pediu uma reunião urgente ao primeiro-ministro António Costa.
O comunicado é assinado também pelo arcebispo D. Jorge Ortiga, o autarca Ricardo Rio, o reitor da Universidade do Minho, Rui Castro, o presidente da Católica de Braga, João Duque, o provedor da Misericórdia, Bernardo Reis, e o presidente da Associação Comercial, Domingos Barbosa.
"A parceria poupa 30 a 50 milhões de euros por ano ao Estado, por isso, não compreendemos como pode ficar comprometida", disse ao CM Braga da Cruz.
O responsável afirmou que "o Estado não está a cumprir a sua parte", apontando o fim do financiamento para tratamentos de doenças como o HIV/SIDA, a esclerose múltipla e cancros específicos como uma situação "crítica", que representa dezenas de milhões de euros para o hospital - considerado este ano o melhor do País.
A oito meses do fim da parceria - termina a 31 de agosto de 2019 -, a ministra da Saúde indicou "uma indisponibilidade definitiva do parceiro privado para continuar a operar".
No entanto, o CDS-HB diz que "o concessionário terá manifestado disponibilidade para aceitar" o prolongamento da parceria, "desde que fossem clarificados alguns aspetos".
A aproximação da capacidade de resposta contratada à procura real "seria uma forma de contribuir para a redução das atuais condições de insustentabilidade".
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