NUA NA RUA POR AMOR
Uma mulher casada há dois meses passeou-se nua pelas ruas da Guarda, na companhia do marido, para lhe provar quanto o amava.
O marido, António Correia de Almeida, de 39 anos, começou a desconfiar da companheira e decidiu testá-la, perguntando-lhe se seria capaz de andar nua na rua como prova do seu amor.
Maria Manuela, de 38 anos, nem pensou no frio, nem na timidez natural e, ao fim da tarde - apenas com uns chinelos calçados - pôs-se como veio ao Mundo e passeou-se pelas imediações da rua Alexandre Herculano, com o marido a caminhar alguns passos à frente.
O insólito passeio aconteceu no dia 6 deste mês, pelas 17h00, e foi apreciado por populares, que ainda hoje comentam o assunto, alguns convencidos que era um casal de actores e outros julgando que o marido tinha castigado a mulher.
Na verdade, “tratou-se de uma demonstração de amor e fidelidade”, como confessou o casal em entrevista ao Jornal do Fundão.
“Comecei a pensar coisas esquisitas e a desconfiar da minha esposa. De repente, perguntei-lhe se seria capaz de andar nua na rua para provar que me ama. Ela aceitou o desafio e seguimos em frente”, explicou António Correia de Almeida.
Apenas de chinelos
Maria Manuela foi para a rua apenas com uns chinelos calçados, com um cordel atado a uma perna e outro às mãos.
O casal saiu de casa, passou pela zona do Instituto Superior de Administração, Comunicação e Empresas (ISACE), do cemitério e quando chegava próximo da residência do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) foi interceptado por agentes da PSP.
Maria Manuela prestou declarações na Polícia e no Tribunal, mas não foi acusada de qualquer crime. Poderia ser indiciada por atentado ao pudor, mas para isso era necessário que alguém apresentasse queixa, o que não aconteceu.
“Comecei por sentir alguma vergonha, mas depois reflecti e verifiquei que ia acompanhada do meu marido, e que não deveria estar com complexos. Foi um momento de grande ternura e amor. Provei ao meu marido que faço tudo por ele. Acho que agora já não há dúvidas do amor que nos une”, afirma a mulher, nada preocupada com o que possam pensar as outras pessoas sobre a sua atitude.
Aliás, Maria Manuela estaria disposta a repetir o passeio se fosse necessário e o marido não lhe fica atrás: “Se ela me pedir para ser eu a andar nu, aceito imediatamente”.
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