"Sou o mais injustiçado": Mustafá diz que não gostava de Bruno de Carvalho e relata ataque à Academia do Sporting
Arguido no processo afirma que não quis agredir jogadores.
Arrancou esta quarta-feira a 33.ª sessão de julgamento do ataque à Academia de Alcochete. Durante a manhã Pedro Lara e Valter Semedo são ouvidos em tribunal e à tarde será inquirido Mustafá.
Na sessão anterior foi ouvido Rúben Marques que confessou em tribunal que foi ele quem agrediu Bas Dost com um cinto no ataque à Academia de Alcochete, a 15 de maio de 2018. "Vi o Bas Dost no corredor. Desferi-lhe uma pancada na cabeça", revelou, acrescentando que "foi um bate e foge".
O arguido explicou que "no dia seguinte à confusão na Madeira" lhe mandaram uma mensagem "para ir à Academia". "Perguntaram-me se queria ir à Academia. Disseram-me que era para ir bater nos jogadores e eu fui", explicou. A juíza Sílvia Pires questionou-o depois se tinha batido no jogador Misic. "Não", respondeu, sublinhando que tirou o cinto para o utilizar "quando estava a chegar ao campo de treino, enquanto outros também tiravam".
Ao minuto: 18h00 -
Ao minuto: 18h00 - 17h13 -
16h55 - Mustafá queixa-se de estar preso há nove meses sem investigação. "Estou preso por 14 gramas sem investigação. São nove meses preso. Não sou nenhum santo, mas há limites", desabafa. 16h35 - 16h18 -
"O Valter era uma aposta minha para o futuro da juventude leonina e deu um passo maior da perna. Seguiu um caminho que eu não concordava", afirma. 16h13 - Mustafá descreve o que fez no dia 15 de maio, dia do ataque à Academia. "No dia 15 de manhã só me levantei para comer a canja da Cristina [mulher], voltei a dormir e ela acordou me mais tarde para ver o que estava a passar na televisão", começa por dizer.
Mustafá refere que durante a reunião estiveram presentes André Geraldes, Bruno Jacinto, Vasco e o segurança [da Academia].
"Deram me o feedback do que se tinha passado no Facebook e disse ao BdC para se explicar na reunião... aquilo nem foi uma reunião, aquilo descambou", recorda o arguido e acrescenta "a arrogância do BdB dizia para as pessoas: cala te! Elton Camará até respondeu que ali quem mandava era a juventude leonina. Eu nem sei como é que ele (BdB) não levou umas "pingas" ali", confessou Mustafá.
"Houve um elemento que perguntou se podíamos ir à academia falar com os jogadores, saber o que se passa. Mas isso ficou logo fora de questão", contou.
Sobre a conversa que William Carvalho disse ter tido com Mustafá, em que este lhe disse que o presidente tinha mandado partir os carros, o arguido afirma que é mentira. "Estava em casa quando o Bruno de Carvalho me ligou a dizer "está aqui este "filho da p***" (William Carvalho) que disse que eu mandei partir os carros. E eu pensei: mas isto está tudo louco? Isso é completamente mentira", relembrou.
16h10 - "Eu não votei no Bruno de Carvalho. Era contra o Bruno de Carvalho. Eu não gostava dele. O presidente disse me gostes ou não de mim eu sou o presidente. E eu: eu sou o presidente da juve Leo. Agora, posso lhe dizer, até porque lidei com quatro presidentes, foi um bom presidente. Lutava por aquilo que era melhor para o Sporting", confessou Mustafá. 15h44 - 15h41 -
Samico disse que Mustafá deu ordem para avançar no grupo de Whatsapp. No entanto, o arguido diz que nunca falaram.15h40 - A Juíza afirma que o nome do arguido é várias vezes envolvido nestas mensagens. "Isto não foi sonhado", sublinha, questionando Mustafá se viu a mensagem sobre uma invasão a Alcochete no dia 14. "Não, nada do que se passou é normal", responde o arguido.15h36 - A Juíza questiona o arguido sobre mensagens num grupo do Whatsapp, no dia 13 de maio, no qual é escrito que "a última palavra é de Mustafá", e onde os membros da claque combinavam ir esperar jogadores junto às garagens. "Não falei com ninguém. Não dei ordem nenhuma", afirma.15h28 - Mustafá garante que no dia do ataque não esteve na academia e que não sabia da deslocação `sa mesma. Esclarece ainda que no dia do jogo com o Marítimo, na Madeira, não assistiu à partida porque acabou por dar o bilhete. "Estava com elementos do grupo e já tinha bebido um pouco demais. No intervalo do jogo até fui para o apartamento. Durante a noite nem vi o telemóvel, o que apareceu na televisão passou-me ao lado", afirma.15h21 - Mustafá afirma que "desde o interrogatório que os indícios são os mesmos". Questionado sobre Fernando Mendes, este garante que o mesmo "nada tinha nada a ver com a Juventude Leonina, apenas tinha a ver com merchandasing", acrescentando que mantinham um bom relacionamento.15h20- Mustafá começa a ser ouvido.
Juíza questiona-o se esteve na Academia no dia 15 [de maio de 2018]. "Não, antes estivesse", responde Mustafá.
"Evitava, já sei", comenta a juíza.15h17- "Quero mostrar o meu profundo arrependimento", disse o arguido.
"Aquilo não pode representar o futebol português", continua.
"Quero pedir desculpas sinceras aos jogadores, staff, Sporting à sociedade".
"Estive 14 meses em reclusão. O meu avô faleceu e não estava presente. Ele até foi um jogador do Sporting", lembra António Catarino.15h00 - Começa a sessão da tarde. Começa a falar António Catarino. 12h36 - Valter Semedo admite que "era um adepto que já não fazia bem ao desporto" e que achava que tinha "o direito de mostrar" o seu descontentamento. "Sinto-me bastante envergonhado", conclui. 11h47 - Ainda questionado pela juíza, o arguido Valter Semedo disse ser próximo de Nuno Mendes (Mustafá).
11h44 - 11h41 - 11h36 -
O arguido criou o grupo de Whatsapp "Academia Amanhã" e disse em tribunal que começaram a combinar as coisas para perceber como se iam organizar. No entanto, diz que as mensagens trocadas "eram a gozar".
Valter Semedo disse ainda que saiba que a entrada não estava autorizada e contou que não viu os jogadores no campo mas sim Jorge Jesus. "Dirige-me para a zona do balneário. Tentei abrir a porta porque vi os jogadores do outro lado", disse o arguido que contou ter ouvido Bas Dost a queixar-se da cabeça a William de Carvalho.
10h30 - 10h27 - 10h20 - 10h20 - 10h19 - 10h15 - 10h09 -
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