Obesidade é desafio para cirurgiões

“Um dos grandes desafios da cirurgia plástica nacional é a obesidade mórbida. Chegam-nos cada vez mais casos de grande emagrecimento.” Quem o diz é Biscaia Fraga, director do serviço de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética do Hospital Egas Moniz e presidente do I Congresso Nacional de Cirurgia Plástica que começa hoje, em Cascais, e que, entre outros temas, se vai debruçar sobre as questões resultantes do excesso de peso.

10 de novembro de 2005 às 00:00
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“Só no Egas Moniz há 500 pessoas que já colocaram o balão ou banda gástrica para emagrecer. E cada uma delas vai precisar de pelo menos cinco cirurgias plásticas. É um desafio enorme”, refere ao CM.

Adélia Conceição conhece bem esta realidade. Passou, em pouco mais de dois anos, de 167 para os 55 quilos que tem actualmente, resultado da colocação de uma banda gástrica. “Já fiz três cirurgias plásticas depois disso: duas à barriga e uma às pernas, para eliminar as peles em excesso”, refere.

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Como ela, também Simara, cristaloterapeuta, perdeu 52 quilos depois de uma operação que lhe diminui o tamanho do estômago. Por enquanto, ainda não recorreu à cirurgia estética, mas não põe de parte essa hipótese. “Penso que apenas irei precisar de uma operação às coxas, que diminuíram bastante de tamanho.”

Mas a maior vitória foram os ganhos em saúde. “A minha qualidade de vida melhorou bastante. Já consigo fazer aquelas coisas básicas que antes não era capaz, como a higiene pessoal ou apertar os atacadores dos sapatos.”

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