Obras anunciadas no IC2 “pecam por tardias”

Infraestruturas de Portugal vai investir 4,7 milhões para requalificar troço.

08 de janeiro de 2019 às 08:40
IC2 Foto: Ricardo Ponte
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O anúncio da Infraestruturas de Portugal (IP) sobre a intervenção no troço entre os quilómetros 126 e 131 do IC2 (antiga estrada nacional 1), entre Leiria e Pombal, "peca por tardio".

Quem o diz é Frederico Sousa, porta-voz da comissão de utentes do IC2, que tem sido responsável pelos protestos ocorridos em anos anteriores.

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As obras vão afetar parte do antigo "corredor da morte", uma extensão de 15 quilómetros onde, entre 2004 e 2014, morreram mais de 70 pessoas e, por isso, tem sido palco de protestos e manifestações por mais segurança na via durante mais de uma década.

A via, muito utilizada por pesados que a usam para escapar às portagens, tem constantemente um tráfego intenso. Em vários pontos da via - inclusive em zonas que ainda não foram alvo de projeto da IP - o desgaste causado pela passagem de camiões deixou a via nitidamente danificada.

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A intervenção, orçada em 4,7 milhões de euros, inclui a construção de três rotundas, para além da requalificação do piso e do sistema de drenagem, e vai dar seguimento à intervenção de 2015, que instalou o separador central no troço a sul do agora intervencionado. As obras têm um prazo de execução de 180 dias.

Frederico Sousa mostrou-se satisfeito por ter havido anúncio e data para a obra estar pronta, mas não está confiante que o prazo seja cumprido.

"É uma intervenção mais complexa que o separador central", disse, notando ainda que o avanço do projeto, que estava originalmente acordado para 2015, prova que "as promessas que a IP fez não estavam esquecidas", acrescentou.

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