Octogenária reaparece perto do lar

Maria Rosa Dias, a idosa que tinha desaparecido do lar Cantinhos dos Avós II em Fiães, Santa Maria da Feira, no passado sábado – conforme o CM ontem noticiou –, apareceu a cerca de 100 metros da instituição, num cruzamento onde tinha sido avistada minutos depois de se ter ausentado.

16 de janeiro de 2007 às 00:00
Octogenária reaparece perto do lar Foto: d.r.
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‘Rosinhas’, como é conhecida, de 88 anos, foi encontrada pelo funcionário de um armazém, bastante debilitada e com sintomas de hipotermia, explicou ao CM Nélson Silva, um dos responsáveis da instituição.

Foi o popular que alertou o lar e os Bombeiros de Lourosa, que a transportaram para o Hospital S. Sebastião onde ainda permanecia internada à hora do fecho desta edição.

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A octogenária, que sofre de Alzheimer, passou duas noites ao relento e apesar de lúcida não conseguiu explicar por onde andou, “uma característica própria da doença”, justificam os responsáveis.

Recorde-se que ‘Rosinhas’ escapou cerca das 19h30, depois do jantar, enquanto uma funcionária deitava uma outra idosa. Logo que cumpriu esta tarefa, a funcionária deu pela ausência da octogenária, que passou a procurar, já no exterior, mas não a encontrou. Trinta minutos depois já eram cinco as pessoas que a procuravam de carro pelas estradas da vizinhança, num esforço a que se juntaram, pouco depois, os Bombeiros de Lourosa.

Maria Rosa foi vista em Lourosa, por uma popular, e depois novamente referenciada em Santa Maria de Lamas, a mandar parar o trânsito.

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Perante estes registos, os bombeiros e os responsáveis da instituição alargaram as buscas que só pararam ontem às 14h15 quando a octogenária apareceu.

‘Rosinhas’ entrou no lar Cantinhos dos Avós II há cerca de um ano e nessa altura, devido à doença de que padece, não caminhava”, explica Nélson Silva. Os tratamentos de fisioterapia devolveram-lhe a mobilidade que agora, de forma inesperada, lhe permitiu a fuga que ninguém imaginava poder ocorrer “porque ela gostava do lar e nunca tentou fugir”, como acrescenta o responsável da instituição.

Maria Rosa é viúva e não tem filhos. A família mais próxima é a irmã que reside em Nogueira da Regedoura e o sobrinho que participou activamente nas buscas. A ansiedade causada pelo seu desaparecimento terminou, enfim, ao princípio da tarde de ontem.

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