Odemira exige mais bombeiros
Os Bombeiros Voluntários de Odemira (BVO) precisam de mais dois destacamentos para socorrer, atempadamente, os acidentados no concelho com maior área do País, mas o dinheiro não chega, disse ontem o comandante da corporação septuagenária.
“A maior dificuldade na assistência às vítimas é, muitas vezes, a distância entre o quartel e o local do acidente”, disse à agência Lusa Nazário Viana, bombeiro há três décadas e há 12 anos no comando da corporação, que ontem celebrou o seu septuagésimo aniversário.
Para socorrer um acidentado na Nave Redonda, a uma distância de 42 quilómetros do quartel, localizado na vila de Odemira, os bombeiros levam 58 minutos a chegar ao local, afirmou o comandante, exibindo uma tabela com a distância e estimativa do tempo para os ‘soldados da paz’ chegarem às freguesias de um concelho com 1723 quilómetros quadrados.
“O ideal seria descentralizar a corporação. Já temos um destacamento em Vila Nova de Milfontes, mas devíamos ter mais dois para o socorro ser mais rápido”, sustentou Nazário Viana, sugerindo as freguesias de Sabóia e Colos como locais.
Além das “longas distâncias”, as estradas também não ajudam a que a prestação de socorro seja feita dentro da chamada ‘hora de ouro’. O socorro das vítimas acidentadas, até à chegada à unidade hospitalar, não deve ultrapassar os 60 minutos e era recomendável que nos primeiros oito minutos fossem prestados os primeiros socorros”, afirmou.
Como preferem “poupar para comprar equipamentos do que para fazer festas”, o septuagésimo aniversário dos BVO foi ontem celebrado apenas com um desfile das viaturas da corporação pelas principais artérias de Odemira.
Do parque da corporação fazem parte 41 viaturas, onze das quais de combate de incêndios e 20 ambulâncias (14 de transporte de doentes e seis, incluindo a do INEM, de socorro).
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