Oeiras: Moradores voltam a casa depois de incêndio
Os moradores do prédio de Carnaxide, em Oeiras, onde esta sexta-feira de manhã deflagrou um incêndio já regressaram às suas casas, à excepção da moradora do andar onde começou o fogo, que ficou desalojada.
Zulmira Lima, de lágrimas nos olhos, voz embargada pelos nervos, só repetia que não sabia como é que o fogo aconteceu. "Eu estava a trabalhar e telefonaram-me a dizer que a minha casa estava a arder. Não consegui tirar nada", disse.
No primeiro esquerdo do número 15 da Rua Nuno Simões tinha deixado, sozinho, o neto Anderson, de 10 anos, que passava férias com a avó. "Ele diz que não sabe como aconteceu. Disse que quando deu conta já a casa estava cheia de fumo, que pegou nos sapatos e ouviu os vizinhos chamarem para sair", diz Zulmira, devagar e baixinho, de olhos no chão.
Zulmira ficou sem casa e foi também a única vítima a precisar de ser assistida no local, devido à inalação de fumos e por causa "dos nervos".
De acordo com o segundo comandante dos bombeiros, Manuel Fonseca, não se sabe onde começou o fogo, mas "o quarto ficou praticamente destruído" e "a sala bastante danificada".
Quando os bombeiros chegaram, os vizinhos do segundo e do terceiro andar foram retirados por motivos de segurança. Já regressaram às suas casas e não devem precisar de ser realojados, porque, segundo Manuel Fonseca, "os dois andares superiores ficaram só chamuscados".
Já Zulmira e o neto ficaram sem casa e vão pernoitar onde os serviços sociais da câmara de Oeiras indicarem.
O alerta para este incêndio foi dado às 11h52 e ao início da tarde já estava extinto. O fogo foi combatido por 11 bombeiros, apoiados por quatro viaturas dos voluntários de Oeiras e do Dafundo.
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