Oficiais arrasam treino na GNR

As lacunas no treino de tiro dos militares da GNR foram ontem salientadas, por um instrutor de tiro e outros oficiais, no julgamento do guarda José Pinto, que está a ser julgado, no Tribunal de Porto de Mós, por ter morto a tiro um ladrão de cobre durante uma perseguição, em outubro de 2010.

27 de fevereiro de 2013 às 01:00
GNR, TREINO, TIRO, PERSEGUIÇÃO, JULGAMENTO Foto: Rui Miguel Pedrosa
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O treino dos militares "é insuficiente" e não tem "a frequência nem o realismo necessários", disse o capitão Carlos Botas, instrutor de tiro na GNR, defendendo que devia ser feito com "cenários mais realistas" e de forma "interativa".

No que se refere ao Comando de Leiria, onde o arguido está colocado, "a tabela de tiros não se consegue cumprir nem a 50 por cento", frisou o tenente-coronel Lourenço Lopes, que na altura era o 2º comandante, adiantando que "a formação é prejudicada pela escassez de recursos". Por vezes "não há dinheiro para as munições nem carreira de tiro disponível", disse o tenente-coronel Medina da Silva, chefe da secção de Recursos Humanos e Justiça da GNR.

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O arguido, que nunca treinou com a arma de serviço, estava acusado de homicídio qualificado mas ontem, nas alegações finais, o Ministério Público alterou para ofensas à integridade física qualificadas agravada pelo resultado e pediu uma pena suspensa.

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