Oficial de justiça acusado de tráfico de armas em silêncio no tribunal

António Cascalheira, 61 anos, julgado no Campus de Justiça, em Lisboa. Segundo acusado hospitalizado.

12 de maio de 2026 às 18:28
Julgamento está a decorrer no Campus de Justiça, em Lisboa Foto: João Miguel Rodriues
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António Cascalheira, o oficial de justiça de 61 anos acusado pelo Ministério Público (MP) de tráfico de armas, iniciou hoje o julgamento, no Campus de Justiça, em Lisboa, remetido ao silêncio. Já Henrique Quaresma, segundo arguido acusado pelo mesmo crime, que tem um problema cardíaco, teve de ser hospitalizado na manhã desta terça-feira.

O MP deduziu a acusação contra os dois homens no início deste ano. A investigação, da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, durou quatro anos (2021-2025). Os agentes, refere o despacho, encontraram prova de que António Cascalheira meteu uma licença sem vencimento do tribunal de Almada, onde exercia funções, para se dedicar ao negócio do armamento. Para o efeito, aproveitou-se da isenção de título de posse de arma que está inerente à sua função, e adquiriu, em pelo menos quatro armeiros da Grande Lisboa, milhares de munições para armas de fogo dos calibre 6,35 mm, 7,65 mm, e 9 mm (das forças de segurança). O objetivo, acredita o MP, era depois revender o material, mediante as melhores ofertas.

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Na primeira sessão de julgamento, e em face do silêncio do principal arguido, e da ausência por doença do outro, os juízes dedicaram-se a ouvir os investigadores da PSP. Pedro Pestana, advogado de Henrique Quaresma, disse ao CM confiar "não haver prova que incrimine" o seu cliente por tráfico de armas. "Ele assume uma amizade com o arguido principal e foi no âmbito da mesma que os dois se deslocaram três vezes a armeiros. O meu cliente nada comprou", concluiu.

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