Oficiais de Justiça denunciam falta de 2 mil funcionários em protesto em Coimbra
"Esta é uma situação que é agravada pelo envelhecimento da classe com uma média de idades a rondar os 50 anos".
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) realizou esta sexta-feira de manhã, um plenário em frente ao tribunal de Coimbra, onde denunciou a falta de dois mil oficiais. A situação, diz o SFJ, deixa os trabalhadores no limite e com excesso de horas não pagas. Os estatutos e a progressão na carreira não são revistos há 20 anos.
“Há conversações com o governo desde 3 de maio de 2024, sobre ingressos, promoções avaliação e mérito, formas de mobilidade e aposentação, num processo demorado e com muito prejuízo para a carreira”, referiu Regina Soares, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ). Uma situação que é agravada pelo envelhecimento da classe, “cuja média de idades ronda os 50 anos”.
Já Helena Oliveira, secretária-geral do SFJ na Região Centro alertou ainda para a eventual aplicação do sistema de avaliação de desempenho da Administração Pública (SIADAP) aos oficiais de justiça, defendendo que o modelo deve ter em conta a natureza específica das funções desempenhadas num órgão de soberania.
“Estamos na dependência dos magistrados e do Conselho Superior da Magistratura e, por isso, não pode ser o Estado a tentar inspecionar-nos, visto que trabalhamos num órgão de soberania”, concluiu.
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