Onda de assaltos alarma populares
O medo e a desconfiança fazem parte do dia-a-dia dos moradores dos seis blocos de apartamentos da praceta António Agostinho Jr., em Faro. Já não sabem o que inventar para evitar furtos nas suas residências. Nos quatro últimos meses, oito apartamentos foram assaltados, o último dos quais na sexta-feira. O alvo foi o número três, desconhecendo-se o valor do furto, pois o proprietário está ausente.
"Colocámos trancas nas portas e deixamos os rádios e as luzes ligadas sempre que saímos de casa, mas nada tem sido suficiente para evitar os roubos, que se verificam desde Dezembro", queixa-se Ermelinda Pereira, administradora do condomínio do lote E, que registou um furto no 6º andar. "Arrombaram a porta e não sabemos o que levaram porque a proprietária está ausente na Argentina", explica Ermelinda Pereira, porta-voz do descontentamento geral. "Até parece que estou outra vez a viver na Venezuela, de onde fugi com medo", queixa-se.
Na passada semana, no número dois, três estudantes do programa Erasmus ficaram sem objectos em ouro. No início de Março, o alvo foi um rés-do-chão contíguo à praceta. "Entraram, de manhã, pelas traseiras e levaram um fio de ouro, anel, argolas e um computador", diz Conceição Rocha, que se queixa "da falta de policiamento no local".
Pior sorte tiveram os moradores do lote G, onde se registaram quatro assaltos, todos com recurso ao arrombamento das portas. Objectos em ouro voltaram a ser o alvo.
A PSP, que investiga os furtos, só encontra, estranhamente, marcas de orelhas nas portas, o que leva a pensar que os gatunos se põem à escuta, antes de entrarem nos apartamentos.
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