Onda de assaltos alarma populares

O medo e a desconfiança fazem parte do dia-a-dia dos moradores dos seis blocos de apartamentos da praceta António Agostinho Jr., em Faro. Já não sabem o que inventar para evitar furtos nas suas residências. Nos quatro últimos meses, oito apartamentos foram assaltados, o último dos quais na sexta-feira. O alvo foi o número três, desconhecendo-se o valor do furto, pois o proprietário está ausente.

14 de abril de 2009 às 00:20
Onda de assaltos alarma populares Foto: Sandra Sousa Santos
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"Colocámos trancas nas portas e deixamos os rádios e as luzes ligadas sempre que saímos de casa, mas nada tem sido suficiente para evitar os roubos, que se verificam desde Dezembro", queixa-se Ermelinda Pereira, administradora do condomínio do lote E, que registou um furto no 6º andar. "Arrombaram a porta e não sabemos o que levaram porque a proprietária está ausente na Argentina", explica Ermelinda Pereira, porta-voz do descontentamento geral. "Até parece que estou outra vez a viver na Venezuela, de onde fugi com medo", queixa-se.

Na passada semana, no número dois, três estudantes do programa Erasmus ficaram sem objectos em ouro. No início de Março, o alvo foi um rés-do-chão contíguo à praceta. "Entraram, de manhã, pelas traseiras e levaram um fio de ouro, anel, argolas e um computador", diz Conceição Rocha, que se queixa "da falta de policiamento no local".

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Pior sorte tiveram os moradores do lote G, onde se registaram quatro assaltos, todos com recurso ao arrombamento das portas. Objectos em ouro voltaram a ser o alvo.

A PSP, que investiga os furtos, só encontra, estranhamente, marcas de orelhas nas portas, o que leva a pensar que os gatunos se põem à escuta, antes de entrarem nos apartamentos.

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