Operação conjunta da Judiciária e autoridades espanholas apreende 150 quilos de cocaína escondidos em polpa de fruta
Operação resultou na detenção de um cidadão estrangeiro, por tráfico de estupefacientes, e na apreensão de 150 quilos de cocaína que se encontrava num contentor transportado por via marítima desde o Equador.
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou este sábado a apreensão de um contentor de transporte marítimo vindo do Equador, que continha 150 quilos de cocaína.
Autoridades portugueses e espanholas realizaram "uma operação policial, que resultou na detenção de um cidadão estrangeiro, por tráfico de estupefacientes e na apreensão de 150 quilos de cocaína, que se encontrava num contentor transportado por via marítima desde o Equador", refere a PJ, em comunicado.
A operação Frutális/Medulla foi gerida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, em conjunto com a Guardia Civil e o Serviço de Vigilância Alfandegária do Reino de Espanha.
A investigação teve início no porto de Algeciras, em Espanha, na sequência de "uma inspeção ao contentor, que tinha como destino final Portugal".
No contentor, "as autoridades espanholas acabaram por encontrar, dissimulados nas embalagens de polpa congelada, 500 pequenos pacotes suspeitos, que continham uma substância branca prensada" e "diligências periciais" indicaram depois que correspondia a 150 quilos de cocaína.
As autoridades mantiveram o contentor sob vigilância, até ser recolhido "num armazém, nas imediações de Lisboa, tendo o administrador da empresa sido identificado e detido no passado dia 20 de agosto, face à presumível relação com os bens apreendidos", refere a PJ.
Caso chegasse ao mercado, "o produto estupefaciente apreendido tinha potencial para atingir um valor de quatro milhões de euros".
O arguido já foi presente a tribunal e fica em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo.
Para a PJ, a operação "representa mais um marco no âmbito da cooperação internacional relativamente ao combate às redes criminosas que utilizam rotas marítimas e carregamentos comerciais para o tráfico de cocaína com destino à Europa".
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