Ordem para deter terroristas
Portugueses do EI serão presos se voltarem a solo nacional.
Pergunta CM
Concorda com a sinalização de terroristas no sistema Schengen?
São pelo menos 12. Mas poderá haver mais. Têm nacionalidade portuguesa e integram as fileiras do autoproclamado Estado Islâmico. E se voltarem a Portugal serão logo presos pela prática dos crimes de terrorismo e apologia de atos terroristas. Os mandados de detenção já foram pedidos pelo Ministério Público e emitidos por um juiz de instrução.
Em causa estão os inquéritos abertos pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que recolheram elementos suficientes para fundamentar o pedido de detenção de suspeitos de atos terroristas com nacionalidade portuguesa.
Os mandados, sabe o CM, têm também valor para lá das fronteiras portuguesas. São automaticamente inseridos na base de dados da Interpol e da Europol, pelo que se os portugueses forem identificados e localizados poderão ser detidos e extraditados para Portugal. A partir de agora estão sinalizados como terroristas no sistema Schengen.
Contactada pelo CM, a Procuradoria-Geral da República confirmou que "os processos relacionados com esta matéria encontram-se em segredo de justiça", referindo não haver mais a "acrescentar à informação já disponibilizada".
De acordo com o jornal ‘Público’, mesmo nos casos em que a morte do suspeito é confirmada, os documentos passam a estar numa lista de forma a não serem usados por outros terroristas. O objetivo da medida é evitar que se repita o caso de um jihadista inglês que simulou a sua morte na Síria e regressou secretamente ao país natal, com o objetivo de passar despercebido.
Em relação aos jihadistas lusos do Estado Islâmico, está confirmada a morte de Sandro ‘Funa’, cujo corpo foi reconhecido pela mulher. Por confirmar estão ainda as mortes de Mikael Batista, do comandante Abu Juwayria al-Portughali e do filho, de 15 anos, Abu al-Faruq, anunciadas nas redes sociais.
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