Organizadora do Andanças considera-se vítima

Incêndio no festival destruiu mais de 450 viaturas.

05 de janeiro de 2017 às 01:50
Foto: D.R.
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Foto: Micael Silva
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Andanças, Festival, Castelo de Vide Foto: D.R.
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A organização do festival "Andanças", realizado anualmente em Castelo de Vide, no Alto Alentejo, reconheceu ter ficado "fortemente abalada" na sequência do incêndio no estacionamento do certame, em 2016, que destruiu mais de 400 viaturas.

A organizadora do Andanças considera-se também vítima do incêndio que destruiu mais de 450 viaturas no parque de estacionamento do evento.

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Em comunicado, a Pédexumbo, Associação para a Promoção da Música e Dança, salienta que o fogo deixou "fortemente abalada a sua estrutura humana e a sua capacidade de resposta".

"Ficámos todos, profundamente, afetados. Estamos todos no mesmo barco", lê-se no comunicado dos promotores do festival, que tem sido realizado, nos últimos anos, numa área de 28 hectares nas margens da albufeira de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide, distrito de Portalegre, acolhendo milhares de festivaleiros portugueses e estrangeiros.

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O fogo ocorreu a meio da tarde de 3 de agosto de 2016, num dos parques de estacionamento, a algumas centenas de metros do recinto do festival, acabando por atingir total ou parcialmente 458 viaturas. 

No comunicado, a associação defende que devem ser desenvolvidas ações no sentido de "sensibilizar as entidades competentes" para ser "encontrada uma solução" que "defenda o interesse" das pessoas lesadas.

"Desejaríamos que todos pudéssemos ser ressarcidos das perdas materiais que tivemos. Não sendo economicamente possível todos sermos compensados como gostaríamos, que pelo menos possamos todos, em conjunto - pessoas lesadas, PédeXumbo, parceiros, seguradoras e entidades públicas - procurar criar possibilidades concertadas de resolução alargada e colaborativa", lê-se no documento.

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Contactada hoje pela agência Lusa, a relações públicas do "Andanças", Catarina Serrazina, adiantou que a organização ainda não obteve informações sobre o resultado do inquérito realizado pelo Ministério Público (MP) às causas do fogo.

"Até hoje, ainda não tivemos qualquer informação sobre as conclusões do inquérito do MP", disse.

Fonte da GNR admitiu à Lusa, na altura dos acontecimentos, que o fogo teria tido origem numa viatura, mas, segundo alguns jornais, as causas podem estar relacionadas com um cigarro mal apagado.

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A organização do festival indica, por outro lado, que tem desenvolvido iniciativas para angariar verbas e criou uma conta bancária para apoiar os proprietários dos veículos destruídos. 

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