Orgia na Marinha chega a tribunal (ACTUALIZADA)

Os três militares conheceram-se em 2006, no primeiro ano na Marinha, e, à medida que iam passando as semanas, Luciana, Marco e Armando foram-se tornando cada vez mais unidos. Meses depois, em Junho, os três colegas decidiram avançar para outro nível: alugaram um quarto numa pensão, onde praticaram sexo em grupo. Só que um dia Armando decidiu filmar Luciana e Marco a ter relações e o filme circulou por toda a Armada. O caso está agora a ser julgado em tribunal.

06 de outubro de 2009 às 00:30
Orgia na Marinha chega a tribunal (ACTUALIZADA) Foto: Ricardo Cabral
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Armando, na altura com 18 anos, pegou no telemóvel e filmou uma cena de sexo durante três minutos. Os outros dois militares aperceberam-se de que estavam a ser filmados, mas nada fizeram para o impedir. Dias depois, sem o consentimento de Luciana, Armando enviou aquele vídeo para os telemóveis de várias pessoas, incluindo colegas seus da Base Naval do Alfeite.

O escândalo rebentou na Marinha. Os militares não falavam de outra coisa e o vídeo chegou a ser colocado na internet. Luciana sentiu-se humilhada e decidiu avançar com um processo contra Armando. Há um mês, o caso começou a ser julgado à porta fechada no Tribunal de Vila Franca de Xira. Armando está acusado de um crime de gravação e fotografias ilícitas, o que se traduz numa pena de prisão até um ano ou 240 dias de multa.

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Até agora foram já realizadas três sessões de julgamento, na quais foram ouvidas diversas testemunhas e entre elas Marco, que, na altura, autorizou Armando a divulgar as filmagens em que aparecia com Luciana. As audiências em tribunal ficaram marcadas pela presença das namoradas de Marco e de Armando e também do marido de Luciana, que se casou entretanto.

Segundo o Ministério Público, Armando agiu de 'forma livre, consciente e voluntária quando divulgou sem autorização as imagens que recolheu num ambiente privado'. A sentença está marcada para as 14h00 de 13 de Outubro.

PORMENORES

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PENA DE MULTA

O arguido está acusado por um crime de gravação e fotografias ilícitas. A pena de prisão, até um ano, pode ser substituída por uma multa.

VÍDEOS NA INTERNET

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Os vídeos estiveram algum tempo disponíveis num site pornográfico e estavam catalogados como ‘Sexo na Armada’.

PROCESSO DISCIPLINAR

A Marinha Portuguesa decidiu abrir um processo disciplinar aos envolvidos, dada a publicidade das imagens.

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DATA EXACTA DA DIVULGAÇÃO NÃO FOI DETERMINADA

Luciana não sabe a data exacta em que Armando divulgou a mensagem aos amigos. Sabe-se apenas que terá sido entre Junho e Julho de 2006, já que nesse período de tempo o vídeo se propagou rapidamente por centenas de militares da Armada. Na internet, nos sites de conteúdo pornográfico, as imagens vinham catalogadas como ‘Sexo na Armada’. Fazia-se sempre referência ao facto de a ‘menina’ ser soldado daquele ramo das Forças Armadas e os comentários eram na maioria das vezes depreciativos.

No julgamento, no Tribunal de Vila Franca de Xira, foram ouvidos cinco colegas de Luciana, que confirmaram ter visto o vídeo filmado pelo telemóvel de Armando.

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Marco, que participou na cena de sexo em grupo, também foi inquirido pelo colectivo de juízes que estão a julgar este caso.

JUÍZES FECHAM AS AUDIÊNCIAS AO PÚBLICO

O julgamento foi relativamente rápido – apenas três audiências –, tendo todos os envolvidos confirmado os factos da acusação. Luciana nunca negou a prática do sexo em grupo com os colegas, tendo mesmo admitido saber que o acto estava a ser gravado pelo seu amigo da Armada. O que está em causa, apenas, é a sua divulgação, o que, na sua opinião – corroborada pela acusação do Ministério Público – configura a prática de um crime. Por se tratar de matéria do foro íntimo de todos os envolvidos, o julgamento foi fechado ao público. No entanto, a sentença será pública, porque a lei assim o obriga.

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