PADRE COBRA DE FORMA ILEGAL 400 EUROS PARA CASAR

Um casal de noivos recusa-se a pagar 400 euros a um padre, que cobra essa quantia para “celebrar o casamento”. O pároco em causa alega que esse valor é “uma contribuição para a preparação da igreja” e que nunca recebeu qualquer reclamação.

22 de junho de 2002 às 23:05
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Fontes da Igreja contactadas pelo CM asseguram que essa cobrança é “ilegal” e “um roubo” porque a celebração do sacramento é gratuita.

O casal de noivos solicitou o anonimato com receio de represálias e eventual cancelamento da cerimónia religiosa, numa altura em que todos os compromissos estão assumidos.

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“Isto é um roubo, cobrar 400 euros para nos casar. Além disso pediu um sinal de 200 euros, apesar de ser eu a tratar de toda a papelada, reclama o noivo.

Segundo as suas palavras, o padre em causa, pároco da igreja de Santa Quitéria de Meca, Alenquer, “nem sequer autoriza flores nos bancos, mas diz que os enfeites são por conta da igreja, que toca o sino e põe uma gravação da marcha nupcial a tocar”, adianta.

“Não vou pagar este dinheiro e se o padre se recusar a casar-nos vou reclamar ao Patriarcado (de Lisboa) que tem de tomar uma atitude e enviar outro padre que nos case. Afinal, isto mais parece um grande negócio da Igreja.”

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Contactado pelo nosso jornal, o padre em causa afirmou que “o dinheiro não é pagamento pela realização do casamento mas é uma contribuição para a preparação da igreja, para as flores”. Recusou-se a dar mais explicações.

O vigário-geral da diocese de Santarém admitiu que pedir esse dinheiro “é um roubo autêntico e é proibido”.

“Celebrar o sacramento é gratuito. Os noivos dão o que entendem. Apenas é cobrado o valor por tratar os documentos e toda a papelada que é necessária. Só há tabela de preços para as missas por intenção”, disse. O prior de Mafra reafirmou que “não há preços e as despesas das certidões estão tabeladas”.

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