PADRE DE ALCÂNTARA DEBAIXO DE FOGO
As capelas mortuárias prometem continuar a dar que falar em Lisboa. Aos protestos dos moradores de Alvalade, que se insurgem contra a instalação de um megacentro funerário no seu bairro por parte da empresa espanhola Servilusa, veio somar-se um facto inesperado e insólito.
Na manhã de ontem, panfletos anónimos apareceram colados em bancos, árvores e postes da populosa freguesia de Alcântara, acusando o pároco João Crispim Valente de “ter pedido donativos nas missas para a construção das capelas mortuárias e agora ir entregá-las à multinacional espanhola Servilusa”.
Segundo a florista Vera Fonseca, “os panfletos foram retirados, ainda na manhã de ontem, por empregados da Servilusa”. Tão rápida intervenção não teve artes de calar os populares. A moradora Luísa Duarte lastima que “as duas novas capelas mortuárias de Alcântara, apesar de inauguradas em 29 de Julho, tardem a servir a população, obrigando-nos a velar os nossos mortos em capelas de outras paróquias, como Ajuda e Boa Hora, com grandes transtornos para as famílias.” Para um habitante que pediu anonimato, “as capelas estão completamente preparadas para cumprir as suas funções, não se compreendendo tanta demora”.
Todos os contactos para conhecer a posição do padre sobre o teor dos panfletos e as razões que impedem a abertura das capelas resultaram infrutíferos.
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