Padre sem medo vai pela Mauritânia

O Pai Nosso rezado ontem de manhã pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, mesmo em frente à Sé, reforçou a coragem do padre Almiro Mendes, para a árdua tarefa de percorrer de jipe os territórios proibidos pela organização do rali Lisboa-Dakar.

22 de janeiro de 2008 às 00:00
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O sacerdote, pároco da freguesia portuense de Ramalde, leva para a missão das Irmãs Espiritanas o Toyota Land Cruiser que conduz, assim como roupas, medicamentos, material escolar e equipamentos desportivos.

“Um carro, naquela terra onde tudo falta, é muito mais do que um instrumento de trabalho. É um salva-vidas”, disse ao CM o padre Almiro, no arranque para a primeira etapa dos sete mil quilómetros que tem pela frente e que tenciona percorrer até ao próximo dia 30.

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A comitiva é composta por sete pessoas, cinco do Porto e duas de Lisboa, distribuída por dois jipes. No que saiu do Porto, além do sacerdote vai o mecânico Dionísio Samagaio e as enfermeiras Célia Queirós e Raquel Espírito Santo, da Associação Padrinhos de África,

O dia de ontem ligou o Porto a Ceuta, numa distância superior a 800 quilómetros, e deixou para trás Portugal, Espanha e Gibraltar. Agora falta o mais duro: Marrocos, Mauritânia, Senegal, Gâmbia e Guiné.

Com o cancelamento do Lisboa-Dakar ainda na memória, o padre Almiro Mendes diz que não tem medo, porque, “para além de sermos amigos de toda a gente, não estamos numa prova desportiva, mas perante uma missão de caridade”.

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Quanto a precauções especiais, sobretudo em termos de segurança, o padre diz que vai “tentar evitar acidentes e excessos de velocidade”.

O regresso a Portugal, nessa altura de avião, está marcado para o dia 15 de Fevereiro.

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