Pânico em café de Sintra

Videovigilância mostra violência do assalto com shotgun. Duas funcionárias e cliente do Forno Saloio aterrorizadas por três homens armados.

30 de dezembro de 2010 às 00:30
CRIME, ASSALTO, SINTRA, SHOTGUN Foto: direitos reservados
Partilhar

A conversa despreocupada entre duas funcionárias do café Forno Saloio, em Casal de Cambra, Sintra, e uma cliente daquele estabelecimento foi bruscamente interrompida pelas 20h30 de terça-feira. Três encapuzados, armados com uma shotgun, invadiram o café com ameaças de morte e anunciaram um assalto. As imagens de videovigilância, a que o CM teve acesso, atestam a violência.

Em apenas um ano de funcionamento, o Forno Saloio já vai na terceira situação semelhante. "É quase sempre à hora de fecho. Nos outros dois assaltos de que fomos vítimas eles entraram também entre as 19h30 e as 20h30", lamenta ao CM João Joaquim, proprietário do estabelecimento comercial.

Pub

Anteontem, as três vítimas do gang de ladrões foram tomadas de surpresa. "Estavam a conversar tranquilamente e só se lembram dos vultos que entraram e tentaram logo agarrar-se à caixa-registadora", acrescentou o empresário.

A pressa dos ladrões em arrancar a caixa não impediu que as duas funcionárias do Forno Saloio, de 23 e 37 anos, e a cliente, de 38, deixassem de ser mantidas reféns.

Só quando o gang arrancou a caixa-registadora, que continha uma quantia que João Joaquim não quis revelar, é que as três vítimas foram libertadas do sequestro a que foram sujeitas.

Pub

Os três assaltantes fugiram apressadamente para a rua onde, segundo João Joaquim, os aguardava uma viatura. "Pouco sabemos. Só que se tratava de um carro claro".

A PSP de Casal de Cambra foi de imediato chamada ao estabelecimento comercial. Ao que o nosso jornal conseguiu apurar, junto de fontes policiais, a patrulha empenhada na ocorrência ainda percorreu toda a avenida de Lisboa (artéria principal de Casal de Cambra), bem como as ruas adjacentes, em busca do veículo suspeito. Mas o gang conseguiu escapar.

Compreensivo com a escassez de meios da polícia, João Joaquim culpa o estado da Justiça pela vaga de crimes. "Prendem os ladrões para pouco depois os soltarem. Não pode ser", conclui.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar