“Parecia um filme à americana": partilha de foto de rapariga nas redes sociais na origem de desacatos entre jovens
Grupo, entre os 15 e os 17 anos, fez espera a menor que publicou imagem nas redes sociais. Dos confrontos resultaram 3 feridos.
Uma partilha de imagens de uma rapariga nas redes sociais sem o seu consentimento esteve na origem de um desacato, na Lousã, que envolveu cerca de 20 jovens, entre os 15 e os 17 anos, e causou três feridos ligeiros. A situação obrigou a GNR a mobilizar um dispositivo musculado, tendo identificado quatro dos envolvidos por ofensas à integridade física e apreendido uma arma de airsoft.
Entre os menores estavam dois jovens que tinham sido dados como desaparecidos das casas de acolhimento onde residiam, nos concelhos de Anadia e da Figueira da Foz. Segundo a GNR de Coimbra, os dois foram encaminhados para as respetivas instituições.
Tudo aconteceu na tarde de segunda-feira. O grupo constituído por duas dezenas de jovens viajou de metro desde Coimbra até à Lousã para “um ajuste de contas” com outro menor que tinha partilhado a fotografia de uma colega nas redes sociais. Este adolescente já teria sido ameaçado, contaram ao CM alunos do mesmo estabelecimento de ensino.
Conhecedor da rotina do jovem, o grupo fez-lhe uma espera no centro da vila, numa zona residencial e de lazer. Quando o menor estava a passar no local foi agredido.
A GNR, que já tinha recebido uma denúncia a referir que um dos envolvidos estaria na posse de uma arma de fogo, mobilizou vários meios para o local. “Parecia um filme à americana, ou uma guerra no Ultramar”, descreve Horácio Santos, um dos moradores que presenciou o aparato policial. Alguns jovens foram revistados no chão pelos militares e outros encostados à parede.
Três dos menores sofreram ferimentos ligeiros, tendo sido assistidos no local pelos bombeiros municipais da Lousã e posteriormente transportados para o Hospital Pediátrico de Coimbra.
Segundo a GNR, a ação contou com o reforço de militares de várias valências, incluindo do Destacamento de Intervenção de Coimbra. Os factos foram remetidos ao Tribunal da Lousã.
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