Pastor de 65 anos que estrangulou ‘ex’ e disse que a amava vai a julgamento
Mantida preventiva por perigo de ameaças ao namorado da vítima.
Uma juíza de instrução do Tribunal de Loures enviou para julgamento António Assunção, pastor de 55 anos, que a 6 de abril deste ano estrangulou até à morte a ex-namorada Heila Lopes, uma brasileira de 44 anos, em Torres Vedras. A magistrada pronunciou o arguido por homicídio qualificado e ameaça agravada.
A defesa tinha pedido abertura de instrução, pedindo que o cliente não fosse julgado pelo crime de ameaça, e que a qualificação do crime de homicídio fosse retirada.
Ao CM, Lúcia Grilo, advogada do arguido, disse que o cliente "admitiu amar a vítima na fase de inquérito e mostrou arrependimento". Perante a decisão da magistrada, Lúcia Grilo disse ao CM que vai recorrer para a Relação de Lisboa. António Assunção vai manter-se em prisão preventiva, considerando a juíza que o mesmo "poderia continuar a ameaçar o namorado que Heila Lopes tinha quando morreu".
O filho mais velho da vítima deduziu um pedido de indemnização cível que, segundo o advogado Ricardo Serrano Vieira, visa "repor os prejuízos sofridos".
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