Pastor de igreja julgado por abusos

Igreja Adventista já expulsou o homem que abusou de menina.

03 de maio de 2019 às 09:06
Suspeito, de 48 anos, começou ontem a ser julgado no Tribunal de Santarém Foto: Direitos Reservados
Tribunal de Santarém Foto: David Martins
Tribunal de Santarém Foto: David Martins
Tribunal de Santarém Foto: CMTV

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Um antigo pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Tomar começou esta quinta-feira a ser julgado à porta fechada no Tribunal de Santarém por um crime de abuso sexual de crianças de trato sucessivo (aconteceu mais do que uma vez).

O homem, de 58 anos e nacionalidade brasileira, é suspeito de ter abusado de uma menina, desde 2009, quando esta tinha apenas sete anos. A menor é filha de um casal de crentes da congregação.

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Os abusos sexuais, segundo a acusação, duraram perto de seis anos, e só pararam devido à evidente intimidade entre o pastor e a criança.

De tal forma que deram origem a comentários e desconfiança na congregação, que decidiu expulsar o pastor, em janeiro de 2015, por considerar não ser pessoa "moralmente indicada" para representar a Igreja Adventista.

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Nessa altura, a família entrou na conta de Facebook da menor e encontrou várias conversas amorosas. O homem chegou mesmo a dizer que pretendia casar quando ela fizesse 18 anos, uma vez que a esposa o rejeitava sexualmente.

Os abusos aconteceram dentro da igreja e na garagem da sua casa, quando o casal e a filha o visitavam aos fins de semana.

E ainda na casa da avó da menor, onde o pastor se deslocava para lhe ministrar estudos bíblicos e até no seu carro, pois esperava-a à porta da escola para lhe dar boleia.

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O Ministério Público refere que o pastor não teve relações sexuais com a menor, mas que a apalpava por baixo da roupa nas zonas mais íntimas sempre que tinha oportunidade e que chegou a exibir o pénis à vítima, pedindo para lhe fazer sexo oral.

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