Paulo Azevedo envolve Proença de Carvalho na Operação Marquês

Presidente da Sonae foi chamado pela segunda vez para testemunhar.

20 de agosto de 2017 às 07:39
Grupo Espírito Santo, Sonae, Zeinal Bava, Operação Marquês, Paulo Azevedo, Oferta Pública de Aquisição, Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, economia, negócios e finanças Foto: José Coelho/Lusa
Grupo Espírito Santo, Sonae, Zeinal Bava, Operação Marquês, Paulo Azevedo, Oferta Pública de Aquisição, Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, economia, negócios e finanças Foto: José Coelho/Lusa
Grupo Espírito Santo, Sonae, Zeinal Bava, Operação Marquês, Paulo Azevedo, Oferta Pública de Aquisição, Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, economia, negócios e finanças Foto: José Coelho/Lusa
Daniel Proença de Carvalho, advogado, global media Foto: Mário Ribeiro Fernandes/Sábado
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Paulo Azevedo, presidente do Grupo Sonae, foi chamado mais uma vez a depor no processo da Operação Marquês, no qual o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, é o principal arguido. O filho de Belmiro de Azevedo acrescentou mais uma personagem ao enredo: o advogado Daniel Proença de Carvalho.

Segundo o jornal ‘Expresso’ noticiou na sua edição de ontem, no início de abril, Paulo Azevedo falou aos investigadores sobre o papel do advogado durante as negociações que o seu grupo teve ao longo de um ano com o governo, detentor de uma golden share da PT (com poder de veto), e com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que era um dos acionistas de referência da operadora.

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O empresário terá dito que Proença de Carvalho representou os interesses do governo de José Sócrates nessas negociações e, em dezembro de 2006, terá dado um conselho a Carlos Osório de Castro, o advogado que representava a Sonae: "Não vale a pena, não se esforcem".

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E, de facto, a Sonae não conseguiu a PT. De acordo com o semanário, Proença de Carvalho admitiu ter participado em várias reuniões com a Sonae sobre a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a PT, mas que o seu cliente seria a Caixa Geral de Depósitos e não o governo.

O advogado terá dito, ainda, que não se recorda de ter feito a conversa referida por Paulo Azevedo a Carlos Osório de Castro. Já o advogado que representava a Sonae disse ao ‘Expresso’ que não podia confirmar a conversa com Proença de Carvalho "por se tratar de matéria abrangida pelo sigilo profissional".

A OPA da Sonae foi chumbada e três meses depois, em junho de 2007, Proença de Carvalho foi nomeado para presidente do conselho de administração da PT Multimédia.

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As declarações do filho de Belmiro de Azevedo reforçam a teoria sobre uma eventual interferência de Sócrates para o chumbo da OPA, favorecendo Ricardo Salgado e o Grupo Espírito Santo (GES).

O Ministério Público acredita que o antigo primeiro-ministro terá recebido, por esta sua intervenção, 12 milhões de euros, pagos através do saco azul do GES, recorda o jornal ‘Expresso’.

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