Pavilhão agrícola sem condições alojava 31 trabalhadores estrangeiros

Situação foi detetada durante ação de fiscalização no Bombarral. Proprietário notificado para encontrar outro alojamento.

30 de agosto de 2026 às 01:30
Militares da GNR fiscalizaram os estrangeiros e as condições em que vivem Foto: DR
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O proprietário de uma exploração agrícola no Bombarral foi notificado pela GNR para realojar os 31 trabalhadores sazonais que estavam a viver num pavilhão agrícola sem quaisquer condições de habitabilidade e de salubridade.

A situação foi detetada durante uma operação da GNR realizada esta quinta-feira e direcionada para a fiscalização de cidadãos estrangeiros em território nacional. Decorreu no Bombarral por nesta altura do ano receber muitos trabalhadores sazonais, por estarem a decorrer as colheitas, sobretudo de fruta.

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Para além da verificação da legalidade da permanência em Portugal de cidadãos estrangeiros, os militares fiscalizaram as condições de habitabilidade, saúde pública, salubridade e dignidade humana, tendo percebido que havia 31 cidadãos estrangeiros alojados num pavilhão agrícola sem as condições mínimas.

O proprietário do espaço foi por isso formalmente notificado para proceder ao realojamento imediato – no prazo máximo de 24 horas - de todos os trabalhadores noutro local, que seja adequado e cumpra os padrões de saúde pública e de salubridade exigidos.

Quanto aos trabalhadores, foram detetadas diversas irregularidades de imigração, tendo sido levantados quatro autos de contraordenação por excesso de permanência em território nacional.

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Além disso, quatro trabalhadores foram notificados para abandono voluntário do território nacional e um outro para comparecer junto da Agência para a Integração, Migrações e Asilo para regularizar a sua situação no País.

Ao nível ambiental, foi registado um auto de contraordenação por rejeição de águas degradadas diretamente para o coletor de águas pluviais na via pública.

A ação de fiscalização do Comando Territorial de Leiria da GNR contou com o apoio de militares do Destacamento de Intervenção de Leiria e da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, contando ainda com a colaboração de várias entidades locais nas áreas da Proteção Civil, Ação Social, Autoridade de Saúde e Ambiente.

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