PEDIATRIA SEM CULPA NO ADENOVÍRUS
O serviço de pediatria do Hospital de Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães, sai praticamente imaculado do relatório final da Inspecção-Geral da Saúde (IGS), que conclui não haver matéria para qualquer procedimento disciplinar na sucessão de mortes de crianças por infecção de adenovírus no início deste ano.
O documento é claramente positivo para a actuação médica no processo, deixando apenas algumas críticas à forma de gestão do problema por parte da direcção do hospital e da Direcção-Geral de Saúde (DGS), pondo em causa a decisão de transferir crianças infectadas para outras unidades hospitalares - uma decisão considerada "radical e eficiente", mas "arriscada" devido ao perigo de propagação da infecção.
As maiores críticas do relatório da IGS destinam-se à falta de funcionalidade orgânica no relacionamento entre as instituições responsáveis pela saúde pública, desde a DGS e ARS/Norte às unidades hospitalares.
Apesar de ressalvar que só ontem à tarde recebeu o documento, o director-geral de saúde, Pereira Miguel, reconheceu que "todas as instituições têm as suas vulnerabilidades", não podendo por isso enjeitar a existência de algumas anomalias, mas sublinhou que não considera as conclusões do documento excessivamente gravosas para a DGS.
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