Pedida condenação por burlar petrolíferas

Empresário algarvio responde por nove crimes de falsificação de documento agravada.

06 de janeiro de 2018 às 08:04
Concessionário conseguiu obter cerca de um milhão de euros em combustível, cujo fornecimento nunca pagou Foto: Lusa
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Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, combustíveis, impostos, animais, política, parlamento Foto: Pedro Noel da Luz/Correio da Manhã
bomba de gasolina, combustíveis Foto: João Miguel Rodrigues

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O Ministério Público (MP) pediu ontem, no Tribunal de Portimão, a condenação de um empresário de 53 anos, concessionário de vários postos de abastecimento de combustível no Algarve, acusado de nove crimes de falsificação de documento agravada e envolvimento num alegado esquema de burla a petrolíferas.

De acordo com o MP, o arguido usou garantias bancárias falsas para comprar combustível junto das petrolíferas, à consignação. O esquema, que se prolongou entre os anos de 2010 e 2011, foi desmontado pela Polícia Judiciária, em março de 2014. Ontem, o arguido negou em tribunal ter falsificado as garantias bancárias e disse estar a ser vítima de uma "cabala" por parte das companhias petrolíferas.

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As garantias falsas, de um banco da região, incluíam o carimbo da entidade bancária, bem como assinaturas de dois administradores da instituição, alegadamente feitas pelo arguido. Para dar maior credibilidade, as garantias foram depois autenticadas num notário. Através deste esquema, o arguido conseguiu obter, da Sopor (agora Petrogal) e da CEPSA, cerca de um milhão de euros em combustível, cujo fornecimento nunca chegou a pagar. A defesa do arguido pediu a sua absolvição.

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