Pedidos 18 anos e meio por homicídio

O Ministério Público (MP) pediu ontem 18 anos e meio de cadeia para André C., o estudante de psicologia que matou em Setembro de 2005 uma ex-namorada, de 21 anos, num apartamento em Telheiras, Lisboa, e tentou ocultar o cadáver num caixote do lixo camarário.

31 de janeiro de 2007 às 00:00
Pedidos 18 anos e meio por homicídio Foto: Natália Ferraz
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Nas alegações finais, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, o procurador considerou que, pela “especial censurabilidade e perversidade dos actos cometidos”, o homicídio foi qualificado, não resultando das agressões infligidas a Ana Sofia na sequência de uma relação sexual de cariz sado-masoquista, como a defesa então sustentou. O MP deu, ainda, como provado o crime de profanação de cadáver.

O advogado António Colaço, que representa a família da vítima, corroborou as alegações e chamou a atenção para a falta “de consistência” no discurso do arguido. Também refutou a possibilidade de este último não ter tido consciência do crime.

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Já a defesa de André C., pediu uma condenação por ofensas corporais agravadas pelo resultado. Os representantes do arguido afirmam que ele não teve intenção de matar.

Na sessão de ontem, o procurador referiu que, face à junção de um documento que comprova que uma das testemunhas – a actual namorada do arguido – não trabalhou no dia do crime, a 30 de Setembro de 2005, como tinha declarado em tribunal, vai abrir um outro processo-crime por falsas declarações.

Recorde-se que os vestígios recolhidos pela PJ no local do crime davam conta da existência de sangue de uma terceira pessoa, do sexo feminino, que nunca foi identificada.

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