Peditório pode ir para tribunal

Uma alegada campanha de recolha de fundos para as vítimas do Haiti, realizada nas escolas de Porto de Mós, pode acabar em Tribunal por suspeitas de tentativa de fraude. A iniciativa já foi cancelada, mas o dinheiro angariado continua sem destino certo.

22 de fevereiro de 2010 às 00:30
Peditório pode ir para tribunal Foto: Carlos Barria/Reuters
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A forma como se desenvolveu a operação – com a venda de rifas num concurso não autorizado pelo Governo Civil – e a utilização abusiva do nome da associação de pais do agrupamento de escolas foram os sinais que fizeram soar o alarme nas instituições envolvidas.

Segundo Rui Cláudio, da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, o promotor da recolha de fundos, Marco Cardoso, "fez passar a ideia que pertencia à associação, quando isso não é verdade".

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Pediu apoio à Câmara Municipal, à Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a um jornal, "mas terá dito coisas diferentes em cada uma das instituições" para alcançar os objectivos, reforça Luís Alves da delegação de Leiria da CVP. Os livros de rifas, em papel fotocopiado, anunciavam uma PlayStation e uma bicicleta como prémios, mas levantavam muitas suspeitas. Por tudo isto, foi decidido suspender a iniciativa e Rui Cláudio não afasta a hipótese de uma queixa às autoridades. Marco Cardoso assegura que agiu "de boa-fé" e promete devolver os 700 euros angariados aos compradores.

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