Pedófilos estão em liberdade
Os nove arguidos condenados no julgamento do processo de pedofilia do Parque Eduardo VII, em Fevereiro de 2006, estão todos em liberdade.
Além de João Augusto Pires, o economista que cumpre pena suspensa e que na passada semana foi apanhado pela PSP a aliciar menores no Jardim da Estrela, outros seis estão na mesma situação e os únicos dois que chegaram a estar presos, Pedro Inverno e António Nogueira, foram libertados por excesso de prisão preventiva – 30 meses – e aguardam que se esgote a fase de recursos em liberdade.
A maioria dos arguidos confessou os crimes em julgamento. Aliás, no caso de João Pires, o arguido só não foi condenado a uma pena de prisão efectiva por ter admitido que mantivera um relacionamento sexual com dois menores. O economista foi condenado a três anos de cadeia com a pena suspensa por cinco e, na semana passada, foi detido depois de ter oferecido 800 euros a quatro jovens para favores sexuais.
O indivíduo foi apanhado nas imediações do Jardim da Estrela, depois de os menores terem ligado para o 112. Como não houve flagrante delito, João Pires foi libertado com a medida de coacção mais leve, termo de identidade e residência, a única que pode ser aplicada pela PSP. O caso foi remetido ao Ministério Público, que poderá alterar a medida de coacção, tendo em conta que o economista tem uma condenação anterior por crimes sexuais e está a cumprir pena suspensa.
ACTOS HOMOSEXUAIS
João Pires foi condenado por quatro crimes de actos homossexuais com adolescentes, punidos pelo artigo 175 do Código Penal. O arguido, porém, poderá vir a ser absolvido, uma vez que o Tribunal Constitucional já declarou, por duas vezes, que o artigo é inconstitucional.
NO PSIQUIATRA
Pedro Inverno continua a ser tratado pelo psiquiatra Afonso de Albuquerque, o médico que também acompanha Carlos Silvino. Segundo o seu advogado, Francisco Valadas, o tratamento decorre agora de “forma mais intensiva”, uma vez que Inverno está em liberdade.
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