Pedreiro leva cinco anos de prisão por forçar mulher a sexo
Tribunal de Leiria deu ontem como provado o crime de violação.
O pedreiro, de 47 anos, que "forçou a mulher a ter relações sexuais com ele" na casa onde viviam, em Alcobaça, foi ontem condenado a cinco anos de prisão pelo Tribunal de Leiria, que deu como provado o crime de violação.
O arguido estava preso desde agosto e foi libertado de imediato, já que a pena ficou suspensa por igual período e sujeita a regime de prova. "Não é uma benesse, é uma punição", em que recebe "um cartão amarelo, que é a fiscalização das entidades da Segurança Social", disse o juiz presidente do coletivo na leitura do acórdão, frisando que o arguido cometeu "um facto único, mas muito grave".
"Foi o senhor que escolheu a sua mulher para sua mulher e escolheu viver com ela, por isso, de futuro, respeite-a", disse ainda o juiz, lembrando o arguido que "obviamente haverá sempre" opiniões diversas.
Dirigindo-se ao arguido, que acompanhou a leitura do acórdão a partir da prisão, por videoconferência, o juiz salientou que "o Tribunal acredita que vai respeitar a mulher" e "contar até dez ou até 100 quando se sentir zangado". O casal está agora em processo de divórcio.
A condenação teve por base o depoimento da vítima, de 42 anos, que "falou de forma "espontânea e sincera", usando um "discurso credível", em que "respondeu a toda a gente". O arguido, que vai viver na casa da mãe, era ainda acusado de violência doméstica, por factos que o Tribunal considerou "irrelevantes, inócuos, vagos e indeterminados", não tendo sido dados como provados.
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