Pedro Dias sente-se "um homem inocente"

Suspeito dos crimes de Aguiar da Beira quer defender a sua honra.

11 de novembro de 2016 às 22:20
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra
Pedro Dias, GNR, detenção, Polícia Judiciária, Aguiar da Beira Foto: Diário de Coimbra

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Pedro Dias afirmou em entrevista à RTP que é inocente dos crimes de Aguiar da Beira de que é acusado e disse que o militar da GNR que se encontra a recuperar terá mais a dizer sobre o que aconteceu.  

"Sinto-me um homem inocente com vontade de defender a minha honra", disse o suspeito momentos antes de se entregar à Polícia Judiciária. "Tenho provas e tenho a convicção para demonstrar que há equívocos", acrescentou.

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Pedro Dias diz na entrevista à estação pública que "uma senhora sargento", de quem não se recorda o nome, lhe ligou a dizer que "corria perigo de vida". A chamada foi recebida às 09h30 da manhã do dia 11, quando "estava a deslocar-se para junto da sua família". 

"Fui perseguido como um animal, chegaram a atirar a um metro de onde estava, cheguei a ouvir comentários que era naquele dia em que me iam caçar e atiravam tiros para o ar", referiu Pedro Dias.

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Questionado sobre as vítimas do duplo homicídio, o suspeito assegurou que não as conhece.

"A vontade dos agentes, dos populares, dos caçadores era muito animalesca", afirmou.

O suspeito contou ainda que sobreviveu a comer castanhas, nozes e kiwis, tendo tomado banho em rios, salvaguardando ainda que esteve sempre por perto de Arouca e que nunca saiu do país. "Desde que me deixaram sair de Sabrosa estive sempre perto. Tentei ouvir a voz da minha filha na escola e imaginei que ouvi e fez-me bem", recordou. 

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Pedro Dias assumiu ainda que dormiu em casas abandonadas ou desabitadas, mas diz que não sequestrou ninguém e que o casal pelo qual está indiciado por dois crimes de sequestro até lhe emprestou o carro.

O homem que agora se encontra em prisão preventiva deixou ainda perceber que se sente inseguro no país em que vive.

"Se com 45 anos consegui andar quatro semanas fugido neste país com tanta polícia e gente a querer-me matar. Imaginem o que é dois irmãos iguais aos que fizeram o massacre em França entrarem neste país e resolverem fazer o que eles fizeram lá", afirmou.

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