Pena suspena para médico do Porto que abusou enteada
Ministério Público acusava homem de cinco crimes de abuso sexual. Foi condenado por três. Está proibido de contactar com menores.
Um médico do Porto foi condenado pelo tribunal de São João Novo a uma pena suspensa de três anos e dois meses, por três crimes de abuso sexual. No caso, a vítima é uma jovem, na altura com 15 anos, que se chegou a queixar à mãe, companheira do clínico. Como a progenitora não a apoiava, a menor deixou de se queixar.
A acusação do Ministério Público até era mais extensa, imputando ao homem cinco crimes de abuso sexual de menor dependente, na forma agravada, e um sexto crime na forma tentada. No julgamento, os juízes deram como provados dois abusos consumados: beijos no interior das coxas da jovem. Foi ainda provado um terceiro (este, na forma tentada), quando o homem tentou beijar a menor. Tudo somado: foi condenado, em cúmulo jurídico, a três anos e dois meses de cadeia.
Com a pena a ser suspensa durante quatro anos, o homem terá de frequentar um programa de prevenção para agressores sexuais. Está também proibido de conviver com menores durante seis anos.
A vítima tem agora 18 anos e já não vive com a mãe, nem com o abusador. Tem uma irmã menor que ainda habita com o casal, facto que mereceu uma recomendação do tribunal para que os comportamentos do homem não se voltem a repetir.
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