Pena suspensa para casal que fomentava prostituição em Braga

Casal terá ainda de entregar a 1.750 euros à associação "O Ninho".

27 de novembro de 2017 às 18:25
Tribunal Judicial de Braga Foto: Secundino Cunha
Tribunal Judicial de Braga, Terras de Bouro, Voluntários de Terra de Bouro, crime, lei e justiça Foto: Eduardo Martins
Tribunal Judicial de Braga, Perelhal, Barcelos, crime, lei e justiça, julgamentos Foto: Eduardo Martins/Correio da Manhã

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O Tribunal Judicial de Braga condenou um casal a cinco anos de prisão, com suspensa, pelos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e lenocínio, divulgou esta segunda-feira o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em comunicado enviado à Lusa, o SEF refere que o casal, de nacionalidade estrangeira, explorava vários apartamentos destinados ao fomento e facilitação da prática da prostituição.

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Para o efeito, recorria à angariação de mulheres de nacionalidade estrangeira, "algumas com recurso ao logro no seu país de origem".

Para a suspensão da pena, o casal terá de entregar a 1.750 euros à associação "O Ninho", que tem por objetivo a promoção humana e social de mulheres vítimas de prostituição.

No mesmo processo, foi também condenada uma cidadã portuguesa, responsável pelo arrendamento dos apartamentos onde se praticaria a prostituição.

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A esta arguida, o tribunal aplicou um ano e meio de prisão, também com pena suspensa, pelos crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal

Terá de pagar 1.250 euros à associação "O Ninho".

O processo foi desencadeado por uma investigação do SEF, que em outubro de 2014 já tinha executado dois mandados judiciais de busca em habitações e numa viatura.

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Essas buscas culminaram na apreensão de documentação relacionada com os crimes em investigação, material informático, telemóveis e dinheiro.

"A investigação envolveu um número substancial de diligências, recolha de testemunhos e outros meios de obtenção de prova, tendo permitido apurar os elevados lucros auferidos pelos arguidos", sublinha o comunicado do SEF.

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