Penas suspensas para rede que usava moradas falsas para legalizar imigrantes

Funcionário da junta de freguesia envolvido no caso foi condenado pelo crime de abuso de poder.

Atualizado a 15 de julho de 2026 às 17:56
Tribunal, justiça Foto: Getty Images
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Ao longo de quatro anos funcionou na freguesia da Penha de França, em Lisboa, um esquema de falsificação de moradas e contratos de trabalho que permitiu a legalização de milhares de migrantes. Uma morada chegou a ser apontada em mais de 1.600 atestados de residência de imigrantes. Hoje a rede composta por 26 arguidos foi condenada - todos os elementos apanharam penas suspensas.

Caiu o crime mais grave - a associação criminosa. Pedro Pestana, advogado de um dos arguidos, disse ao Correio da Manhã que “a aplicação de uma pena suspensa atende às pretensões do meu cliente, que ainda chegou a estar preso preventivamente por 2 anos e 4 meses.

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Sobre o Acórdão está bem fundamentado e o coletivo decidiu muito bem em afastar o crime de associação criminosa, que não ficou minimamente provado em julgamento. Quanto aos crimes de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documento, a solução do Tribunal, em aplicar a lógica de um único crime, sob a forma de crime continuado, é adequada e plenamente justificada.

A imposição de uma pena suspensa é a solução mais justa, lembrando ainda que, atualmente, desapareceu o instituto da manifestação de interesse e já ocorreu uma reestruturação da política de migração”, concluiu o advogado.

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