"Perdeu-a no fumo": Hóspede salta da janela para escapar a chamas em pensão no Porto e deixa para trás outra moradora
Homem conseguiu escapar por uma janela, mas viu uma mulher ficar no prédio em chamas. Ninguém sabe de outros dois hóspedes.
As chamas consumiram a pensão na rua Cimo de Vila, no Porto, em pouco minutos, na tarde de quarta-feira. Em pânico, os hóspedes tentaram escapar. Um homem desesperado saltou da janela da casa de banho, mas garantiu aos bombeiros que para trás ficou uma mulher, de 59 anos. Dois outros hóspedes estavam também por localizar. Na quinta-feira à noite, os Sapadores tentavam criar condições para entrar na pensão e iniciarem as buscas.
“Conheço muito bem esta senhora que está desaparecida, a Teresa. Um morador da pensão contou que ainda a tentou salvar, mas perdeu-a no meio do fumo. Não se via nada, ele ainda a agarrou num braço, mas já não conseguiu fazer nada”, contou ao CM Alice Barbosa, que trabalha num café perto da pensão.
Oficialmente, esta mulher, de 59 anos, é a única dada como desaparecida pelas autoridades, mas outros dois hóspedes estão por localizar. Não se sabe se estavam no prédio no momento em que o fogo deflagrou. “Ninguém sabe nada deles desde o fogo. Um é um homem que é cozinheiro e que não terá ido trabalhar, o outro é um rapaz novo. Neste momento tememos o pior”, explicou Alice.
O fogo causou ferimentos a um homem, de 40 anos, e a uma idosa, de 89. Há sete desalojados. Quatro arranjaram alojamento por meios próprios e três foram apoiados pela Segurança Social. A PJ fez uma primeira avaliação e não há suspeitas de crime.
OPERAÇÕES USAM PLATAFORMA
Nas operações foi usada uma plataforma elevatória. “Estamos a falar de um edifício muito antigo. A prioridade é criar condições de segurança para fazer as buscas”, explicou Carlos Marques, Comandante dos Sapadores do Porto.
PENSÃO VIVIAM 10 PESSOAS
Os proprietários da pensão deram conta de que ali viviam 10 hóspedes. Existem suspeitas de que se possa ter ocorrido um problema elétrico. “Já só vi muito fumo negro e era tudo a estourar”, recordou Alice Barbosa.
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