Peregrina inventa violação no Caminho de Santiago e Santuário de Fátima
Mulher de 50 anos sofreu um surto psicótico e disse ter sido vítima de sequestro e abusos sexuais.
Uma mulher venezuelana, de 50 anos, que alegou ter sido sequestrada por dois homens numa viatura, violada e abandonada nua em Val do Dubra, na Galiza, quando fazia o Caminho de Santiago, admitiu que o seu depoimento era falso.
De acordo com o jornal La Voz de Galicia, a peregrina inventou os factos por sofrer de um surto psicótico, resultado de vários problemas mentais. Uma investigação da Guarda Civil apurou que a mulher já tinha inventado uma história semelhante no Santuário de Fátima, quando também realizava uma peregrinação.
Inicialmente, o depoimento da mulher não levantou quaisquer suspeitas, uma vez que a equipa médica que a acompanhou identificou várias lesões corporais compatíveis com uma agressão sexual.
A peregrina foi encontrada nua e deitada no chão, numa noite em que os termómetros atingiam temperaturas muito baixas. De acordo com a imprensa local, a história relatada pela mulher parecia coerente, apesar de esta aparentar estar muito confusa. No entanto, uma equipa de especialistas em agressões sexuais contra mulheres e crianças das autoridades espanholas detetaram algumas contradições, o que as levou a crer que a queixa não fosse real.
A polícia decidiu então investigar a caso a fundo, analisando todas as gravações de câmaras de vigilância disponíveis na rota que a mulher afirmou ter feito e ouvindo os testemunhos de pessoas que se cruzaram com ela no caminho.
Alguns homens, que afirmam ter-se cruzado com a mulher de 50 anos, dizem ter sido alvos de insultos por parte desta com expressões orais tais como: "os homens são todos iguais".
A mulher acabou por confessar que a história era falsa quando foi internada na ala de psiquiatria do Complexo Hospitalar Universitário de Corunha, onde recuperou o discernimento após uma série de tratamentos.
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