Perito que fez a autópsia a idosa deixada a morrer à fome arrasa casal homicida
Idosa de 98 anos foi encontrada morta em casa, em Setúbal, no apartamento onde residia com o filho e a nora.
Maria Nazareth viveu anos de maus-tratos e privação de cuidados, tendo sido imobilizada, amarrada à cama, nos últimos meses de vida, sem assistência médica e em condições de falta de higiene e alimentação.
A idosa, de 98 anos, foi encontrada morta em casa, em Setúbal, no apartamento onde residia com o filho e a nora, em dezembro de 2024.
Esta quarta-feira, no tribunal de Setúbal, o perito que fez a autópsia arrasou os arguidos - filho e nora - comparando até o caso ao da morte de Jéssica, a menina que foi torturada até à morte em Setúbal. Falou em condições desumanas e “deploráveis”.
Também foi ouvida uma inspetora da PJ, que liderou a investigação.
Amanhã realizam-se as alegações finais onde o Ministério Público pode pedir pena máxima para o casal.
Pedro Pestana, advogado dos arguidos, entende que em vez de homicídio qualificado, o tribunal de júri pode optar, neste caso, que houve homicídio negligente ou violência doméstica agravada pelo resultado morte.
Na primeira sessão de julgamento, o filho da idosa disse que estava muito arrependido por não ter levado a mãe a um médico durante dois anos e afirmou que não sabia que álcool nas feridas causava dor.
Marido e mulher estão em prisão preventiva.
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