Peso a mais das viaturas de saúde algarvias acaba na justiça

Dez unidades de saúde móveis custaram 750 mil euros, mas estão paradas por terem peso acima do permitido.

16 de outubro de 2019 às 08:55
Unidades de saúde móveis foram adquiridas com o apoio de fundos comunitários e encontram-se paradas Foto: Direitos Reservados
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As dez unidades de saúde móveis adquiridas no ano passado para prestar apoio de proximidade à população do interior algarvio estão paradas por terem peso acima do permitido. Ao que apurou o CM, a AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve decidiu, numa reunião realizada na passada na segunda-feira, avançar com um processo em tribunal contra a empresa que forneceu as carrinhas.

"Comprámos viaturas de 3500 quilos e vieram com 3800 quilos", explica ao CM Jorge Botelho, presidente da AMAL, como justificação para a decisão agora tomada pelos municípios algarvios.

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Este responsável realça, no entanto, que "vão continuar a ser desenvolvidas diligências extrajudiciais para tentar resolver o problema". Uma das hipóteses passa pela homologação das viaturas como pesadas, em vez de ligeiras. Isso implica a necessidade de um documento da marca que produziu os veículos a garantir que estes têm condições de segurança.

As carrinhas tiveram um custo de 75 mil euros cada, valor comparticipado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Estes novos meios destinam-se a garantir uma prestação de cuidados de saúde de proximidade junto de populações mais vulneráveis e residentes em zonas rurais de baixa densidade dos concelhos de Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Loulé, Monchique, Portimão, São Brás de Alportel, Silves e Tavira.

As unidades de saúde móveis foram criadas ao abrigo de um projeto-piloto que envolve a Administração Regional de Saúde do Algarve, a AMAL e as referidas dez autarquias.

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