PJ de Braga deteve suspeito de burlas com campanhas para ajudar criança portadora de doença rara

Suspeito terá criado e utilizado múltiplos 'sites', páginas em redes sociais e plataformas digitais fraudulentas, recorrendo, ainda, a conteúdos produzidos com recurso a inteligência artificial.

29 de maio de 2026 às 17:06
Polícia Judiciária Foto: Direitos Reservados
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A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve um homem suspeito de criar campanhas fraudulentas de angariação de fundos alegadamente destinadas a apoiar um menor portador de doença rara e altamente incapacitante, anunciou esta sexta-feira aquela força.

Em comunicado, a PJ refere que o suspeito terá criado e utilizado múltiplos 'sites', páginas em redes sociais e plataformas digitais fraudulentas, recorrendo, ainda, a conteúdos produzidos com recurso a inteligência artificial.

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Tudo "com o propósito de induzir terceiros em erro e levá-los a efetuar donativos que seriam desviados para entidades sob o seu controlo".

"Os factos investigados assumem particular gravidade e suscitaram elevado alarme social, uma vez que a atividade criminosa incidia sobre campanhas solidárias destinadas ao apoio de uma criança gravemente doente, explorando a vulnerabilidade emocional dos doadores e desviando verbas destinadas a fins humanitários", acrescenta.

A PJ diz que a investigação permitiu, ainda, recolher "fortes indícios" da utilização de múltiplas contas bancárias, plataformas de pagamento e entidades intermediárias, "visando dificultar a rastreabilidade financeira dos montantes obtidos ilicitamente".

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No cumprimento de mandado judicial, a PJ realizou buscas e pesquisas informáticas, tendo apreendido equipamentos de hardware, dispositivos móveis e outros elementos de prova, "relevantes para a investigação".

O detido, com 36 anos e em situação irregular em território nacional, está "fortemente indiciado" pela prática dos crimes de burla qualificada e falsidade informática.

Vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

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Entretanto, a investigação vai prosseguir em articulação com o Ministério Público de Amares, visando apurar a total dimensão da atividade criminosa, a identificação de eventuais comparticipantes e o rastreio integral dos valores desviados.

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