PJ de Braga “sem meios” para crime informático
Burlas com vendas na internet e extorsão sexual são os crimes mais comuns.
A Polícia Judiciária (PJ) de Braga tem pendentes cerca de mil inquéritos por crimes informáticos, sendo a investigação dificultada por "manifesta" falta de efetivos.
A denúncia foi feita esta quarta-feira pelo inspetor-chefe responsável pela área da criminalidade informática, à margem de uma palestra na Escola Profissional de Braga sobre Internet Segura.
Carlos Alves adiantou que no Departamento de Investigação Criminal da PJ de Braga há "apenas" sete inspetores especializados naquele tipo de criminalidade.
"Sete inspetores para mil crimes é manifestamente pouco", defendeu Carlos Alves. Segundo o investigador, o crime mais recorrente tem sido a burla informática, traduzida, nomeadamente, no acesso a contas bancárias.
Burlas em vendas através da internet, sabotagem informática e extorsão sexual são outros dos crimes em investigação na PJ de Braga, que cobre também o distrito de Viana do Castelo.
"Mas o rol estende-se a praticamente todos os crimes informáticos, como usurpação de identidade, difamação, ameaças ou pornografia de menores", acrescentou.
O inspetor-chefe Carlos Alves, acompanhado de outros dois inspetores do DIC de Braga, esteve esta quarta-feira na Escola Profissional de Braga a falar aos alunos sobre criminalidade informática e sobre a necessidade de uma utilização "cautelosa" da internet, nomeadamente das redes sociais.
Lembraram que as pessoas "muito dependentes das redes sociais e dos videojogos" são algumas das principais vítimas de crimes informáticos.
"Marcar encontros pela internet é muito arriscado e muitas vezes acaba em violação, sequestro ou roubo", alertaram os investigadores, deixando a mensagem de que "na internet não há qualquer tipo de privacidade".
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